terça-feira, 15 de setembro de 2015

Livro Uma História de Amor - Venda disponível na loja física ou virtual


A nova remessa do livro Uma História de Amor já está disponível para venda em nossa loja física ou através do face/ email.
Amanhã, já estaremos enviando os exemplares com marca páginas incluso na embalagem para aqueles que já confirmaram o depósito.
Se você ainda não adquiriu, aproveite. Faça agora mesmo o seu pedido.
Apenas R$ 35,00 para adquirir pessoalmente ou R$ 42,00 para qualquer parte do Brasil, já incluídas as despesas de envio pelos Correios.
Junte-se aos leitores que puderam conhecer como um verdadeiro amor se constrói e resiste às intempéries do tempo e da vida.
Amores sinceros e eternos existem e estão esperando em algum lugar no tempo e no espaço... basta acreditar firmemente em sua realização, e eles acontecerão.
Faça seu pedido por e-mail: reservas@benbaruchlivros.com.br ou inbox aqui no face e passaremos as informações necessárias para depósito e envio do seu exemplar.
Em breve também estaremos negociando através do site: www.benbaruchlivros.com.br (ainda em construção). No momento o link está direcionando para o blog. Lá disponibilizaremos pagamentos com Cartão de Crédito, Pag Seguro, boleto ou depósito bancário.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Na Dimensão do Espírito. Conheça um pouco mais sobre a estrutura do livro.



Na Dimensão do Espírito.
Conheça um pouco mais sobre a estrutura do livro.

Os textos não fazem apologia a nenhuma ordem religiosa. Na Dimensão do Espírito, não é um livro sobre Judaísmo ou Espiritismo, nem tem por objetivo exaltá-los em relação às outras religiões, quer sejam elas Cristãs ou não. Na Dimensão do Espírito é um livro espiritualista. Sendo assim, seu verdadeiro propósito é fazer com que ao analisarmos os textos nele contido, possamos refletir juntos a fim de que nos transformemos em seres humanos melhores e mais compromissados com Deus e com o amor ao próximo.
            Para melhor compreensão foi dividido em três partes, a saber:

I-                    Conhecendo-se a si mesmo
Para que possamos entrar no terreno da espiritualidade, entendemos ser de suma importância conhecermos os nossos limites, compreendermos que somos seres humanos e estamos sujeitos a erros e acertos que podem ser negligenciados ou assumidos, revistos e corrigidos. Cabe apenas a nós mesmos escolher o melhor caminho a seguir. Nesta divisão saberemos como somos e se incorrermos em erro, qual o caminho que devemos seguir para viver uma vida satisfatória, produtiva e feliz no aqui e no agora, ou seja: nesta existência física.

II-                 Conhecendo a Deus
Ao saber quem somos e de que somos capazes, cabe-nos agora buscar conhecer a Deus. Como Ele nos enxerga, como atende os nossos pedidos, como nos ajuda a revertermos a situação adversa na qual nos colocamos. Saberemos como buscá-Lo na intimidade. Sem esse conhecimento não conseguiremos entender os motivos que nos levam a buscar um relacionamento harmonioso com o nosso próximo.

III-               Relacionamentos Humanos
Sabemos quem somos, quem é Deus e o que Ele espera de cada um de nós, cabe-nos agora, colocar em prática esses conhecimentos. Espiritualmente todos nós, seres humanos, temos a mesma origem: Deus e precisamos compreender que se desejamos viver plenamente nesta e na próxima existência, seja ela espiritual ou física, teremos que exercitar o amor, o entendimento e a solidariedade com os nossos semelhantes. Sem essas atitudes, o mundo nunca se transformará em um lugar melhor para se viver, nem as pessoas atingirão um estágio melhor para se relacionarem.

Boa leitura!

Ben Baruch


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Na Dimensão do Espírito" - Novo Livro do Ben Baruch


"Na Dimensão do Espírito"


Aguardem! Meu novo Livro "Na Dimensão do Espírito" está em fase de revisão.

Em breve estaremos disponibilizando a sua venda através da loja física, virtual e também pelo Facebook.

Como o subtítulo informa, o livro busca fazer com que reflitamos sobre o nosso cotidiano, sobre as nossas atitudes em relação à nossa fé e relacionamento com o nosso próximo. Busca unir Corpo, Alma e Espírito para a construção de um mundo melhor, onde possamos entender e aplicar os desígnios Divinos à nossa vida diária.

Os textos não fazem apologia a nenhuma ordem religiosa. Na Dimensão do Espírito, não é um livro sobre Judaísmo ou Espiritismo, nem tem por objetivo exaltá-los em relação às outras religiões, quer sejam elas Cristãs ou não. Seu verdadeiro propósito é fazer com que ao analisá-los possamos refletir juntos a fim de que nos transformemos em seres humanos melhores e mais compromissados com Deus e com o amor ao próximo.

Ben Baruch

sábado, 29 de agosto de 2015

Quem vai salvar o bebê?

Se alguém no Gueto de Cracóvia jamais teve uma chance de sobreviver ao Holocausto, foi Avraham Shapiro. Aos 22 anos, ele era um jovem inteligente e engenhoso cuja mente tinha sido cultivada durante anos de estudo na yeshivá. Ele sabia que os alemães estavam dispostos a aniquilar todos os judeus, e tomou as precauções necessárias para salvar a si mesmo e seus pais idosos. Conseguiu documentos de identidade falsos de primeira qualidade para os três membros da família, como estrangeiros. Construiu e estocou um bunker num local afastado, por baixo do gueto. Procurou um mapa dos esgotos e planejou uma fuga para o dia em que o gueto seria liquidado. Seu plano mestre era escapar para a Hungria, onde estaria seguro.
Então um dia uma vizinha de 18 anos, Chaya Rivca, bateu à porta de Shapiro segurando um bebê. A criança, com 20 meses de idade e que não podia ficar de pé nem sentar-se por si mesmo, era seu sobrinho Chaim. Seus pais tinham sido mandados para Treblinka. Chaya Rivca sabia que os Shapiro tinham documentos de cidadania estrangeira. Ela calculara que de todos os judeus do Gueto, os Shapiro tinham a maior chance de escapar. Ela tinha abordado a família Shapiro diversas vezes, pedindo-lhes para levar o bebê com eles em segurança, mas eles tinham recusado. Um bebê seria provavelmente algo que colocaria em risco suas próprias chances de sobrevivência.
Porém este dia – 11 de março de 1943 – foi diferente. Chaya Rivca tinha recebido um aviso de que estaria sendo deportada a um campo de trabalho. Ela simplesmente não podia levar o bebê junto. Com soluços de cortar o coração, ela implorou a Avraham, que era o único em casa naquele momento, para levar o bebê. Avraham – o pensador lógico, o planejador cuidadoso – estava preparado para superar os nazistas, mas naquele dia ele superou seu próprio caráter. Como ele declararia mais tarde: "Minha compaixão dominou meu intelecto, e decidi aceitar a criança."
Quando seus pais chegaram em casa e viram Avraham com o bebê no colo, ficaram consternados. Como podia ele colocar três vidas em perigo por causa de um ato de compaixão impensada? Avraham respondeu que o bebê agora era dele, e ou a criança escapava com eles, ou permaneceriam todos no gueto condenado.
A necessidade imediata de Avraham era forjar uma certidão de nascimento provando que o bebê era seu. Ele conhecia um rabino que tinha um carimbo oficial, mas onde encontrar um formulário? De alguma forma Avraham conseguiu encontrar uma máquina de escrever. Ele jamais tinha datilografado na vida, mas ficou acordado a noite toda, e ao raiar do dia tinha produzido uma certidão de nascimento passável.
"Naquele momento," escreveu Avraham mais tarde, "nascia um filho para Avraham Shapiro."
"Todos nós juntos!"
Dois dias depois os alemães liquidaram o Gueto de Cracóvia. Reuniram os judeus numa grande praça e os dividiram em dois grupos para deportação: os jovens para o trabalho, os idosos para asilos, e as crianças para residências infantis. Avraham sabia que tudo não passava de uma farsa. "Jamais acreditei nos alemães e sempre tentei fazer o contrário daquilo que eles diziam."
Quando alguém tentou tirar o bebê dele, Avraham recusou-se a entregá-lo, gritando: "Todos nós juntos!"
Naquele dia seria impossível alcançar o bunker que ele tinha preparado porque ficava na outra metade do gueto, separado por uma cerca de arame farpado. Avraham entregou o bebê para sua mãe e disse aos pais para não cederem. Ele encontraria um esconderijo temporário e voltaria para apanhá-los.
Após uma busca desesperada, ele encontrou um prédio vazio com degraus que iam da entrada até um porão. Em meio ao perigo, ele conseguiu levar seus pais e o bebê para lá. Avraham sabia que os alemães procurariam em todos os prédios e porões, mas a Divina Providência tinha fornecido a eles uma proteção insuspeita. Alguém no edifício tinha tido problemas de encanamento, e nas circunstâncias desesperadas do gueto não pudera encontrar um encanador. Portanto, tinham enchido um barril enorme com os dejetos do banheiro, e colocado o barril na escadaria. Com grande esforço, Avraham conseguiu virar o barril, derrubando excremento em todos os degraus que levavam ao porão. Ele calculou que os altivos germânicos não estariam dispostos a sujar as botas para procurar judeus.
Naquela noite ele ouviu os alemães entrarem no prédio. Para impedir que o bebê chorasse, o que os denunciaria, eles tinham planejado dar-lhe comida, mas tinham apenas chalá seca sem água para amaciá-la e torná-la comestível. Portanto Avraham e seus pais mastigaram rapidamente a chalá, cuspiram, e alimentaram o bebê com os pedaços amolecidos. Eles ouviram os nazistas reclamando do mau cheiro. Avraham estava certo; eles não se dignaram a descer até o porão.
Foi naquela noite, após a liquidação do gueto, que Avraham tinha planejado escapar através dos esgotos até o "lado ariano" de Cracóvia. Olhando para o bebê, no entanto, ele se viu frente a frente com um dilema. Ele ouvira falar de judeus que tinham fugido pelos esgotos com os filhos, e as crianças tinham sufocado no caminho. Não, decidiu ele, não arriscaria a vida do bebê escapando pelos esgotos. Teria de pensar num plano diferente.
Avraham sabia que eles não poderiam ficar no porão por muito tempo. Eles teriam de ir até o bunker que ele tinha preparado, mas uma cerca de arame farpado bloqueava o caminho. Avraham usando um canivete e força sobre-humana conseguiu cortar o arame e fazer um buraco na cerca. Correndo sem parar pelas ruas, vazias de pessoas vivas, mas coalhadas de corpos de judeus, a família Shapiro conseguiu chegar ao bunker.
Avraham tinha instalado previamente uma lâmpada elétrica, cortando fios da parede de seu apartamento e conectando-os no bunker. No entanto, não havia como canalizar água. Todos os dias Avraham tinha de subir e apanhar água de uma torneira. Um dia foi apanhado, Apesar de seus protestos de que eram cidadãos estrangeiros com os documentos para provar isso, os três e mais o bebê foram enviados à prisão da Gestapo.

O fogo do Amor
Usando uma cigarreira de ouro pesando 250 gramas, eles conseguiram subornar um guarda e sair da prisão. Fugiram imediatamente de Cracóvia para uma aldeia nas proximidades, onde alugaram um quarto para se esconder. Era outono, 1943. A Hungria era praticamente o último país na Europa onde a "Solução Final" não fora implementada. Contrataram um guia para contrabandeá-los pela fronteira até a Eslováquia, e de lá para a Hungria.
Durante a jornada eles se alimentaram de batatas cruas, que mastigavam, regurgitavam e davam para o bebê. A noite do Shabat, 28 de outubro, encontrou-os no meio da floresta próxima à fronteira polonesa. A família estava cansada, com frio, e com medo de ser descoberta. O guia anunciou abruptamente que teriam de passar a noite ali porque não poderiam cruzar a fronteira naquela noite. E sem mais uma palavra, o guia desapareceu.
Os Shapiro começaram a se arrumar para dormir. Avraham, que tinha carregado Chaim o tempo todo, percebeu de repente que o bebê esta mole, silente, e não se movia. Retirou rapidamente as roupas dele e viu que o bebê estava azulado.
Tremendo de medo, Avraham juntou madeira e galhos e acendeu um fogo para aquecer o bebê de volta à vida. Era um ato de requintada irracionalidade. O fogo era um anúncio de seu paradeiro, mas a compaixão de Avraham mais uma vez dominou seu intelecto. Ele segurava o bebê o mais próximo do fogo que podia sem arriscar sua segurança, virando-o de um lado para o outro, enquanto a Sra. Shapiro secava e aquecia as roupas do bebê.
Chaim reviveu. Recuperou a cor e começou a se mover. E Avraham que muitas vezes já tinha arriscado a vida durante o Holocausto, se lembraria desses minutos com medo pela vida do bebê como os mais traumáticos da guerra.
Eles esperaram durante todo o Shabat, perguntando-se se o guia iria voltar. Quando caiu a noite, o guia apareceu. Quando viu as cinzas da fogueira, ficou furioso pela falta de cuidado deles.
Estava na hora de prosseguir rumo à fronteira. Para impedir a repetição da calamidade, Avraham pegou um lençol e amarrou o bebê junto ao peito, de frente para ele. Assim ele podia verificar o bem-estar de Chaim, embora seu campo de visão ficasse prejudicado. Caminhando sobre pedras e terreno acidentado, que não podia ver, Avraham a certa altura tropeçou, rasgando a sola do sapato. Amarrou alguns trapos ao redor do pé e continuou andando. Horas depois cruzaram a fronteira da Eslováquia.

"Para o bem da criança"
Finalmente os fugitivos chegaram a Budapeste. Foram alojados em bairros de refugiados. Uma operária judia, ao saber que eles estavam com um bebê órfão que não era deles, sugeriu que o entregassem à família Schonbrun, um casal judeu religioso sem filhos e muito rico.
No Gheto
Dessa vez o intelecto e a compaixão de Avraham convergiram. O pequeno Chaim, agora com dois anos, era mal nutrido e doentio, e ainda não conseguia sentar-se sozinho. Avraham sabia que o bebê precisava de um lar estável e normal, onde recebesse três refeições por dia e estivesse a salvo do perigo que ainda pairava sobre a família Shapiro. Ele ficou impressionado, não com a luxuosa mobília da casa, mas pelas enormes estantes repletas de livros sagrados. Confiante de que estava fazendo o melhor para Chaim, Avraham entregou o menino aos Schonbrun.
Quando Avraham ocasionalmente encontrava o Sr. Schonbrun na sinagoga e perguntava sobre Chaim, recebia apenas respostas evasivas. Avraham deduziu que o casal não queria que Chaim soubesse de seu passado. "Distanciei-me da família,"escreveu Avraham, "para o bem da criança."
Em 19 de março de 1944, os alemães dominaram a Hungria. Numa noite de Shabat dois meses depois, Avraham e seu pai foram apreendidos na sinagoga. Foram transferidos de um local para outro até que finalmente foram colocados num vagão de carga fechado que ia para Auschwitz. Com uma faca que comprara de um sapateiro, Avraham conseguiu aumentar o tamanho de uma janela minúscula no vagão. Enquanto o trem corria pela Eslováquia a caminho do campo da morte, Avraham e seu pai saltaram.
Eles passaram o resto da guerra na Eslováquia, disfarçados de gentios. Assim que os russos libertaram a Eslováquia, Avraham e seu pai voltaram a Budapeste, para a casa onde tinham deixado a Sra. Shapiro há quase um ano. Quando abriram e porta, a encontraram sentada à mesa comendo um pedaço de matsá. Era o primeiro dia de Pêssach, a Festa da Liberdade.

A caixa
Apenas uma vez na Budapeste do pós-guerra Avraham avistou o pequeno Chaim. A criança estava andando (sim, andando!) na rua com a babá. "Meus olhos se encheram de lágrimas," escreveu Avraham em suas memórias, "mas não me aproximei do menino."
A Hungria comunista não era lugar para judeus religiosos. Pouco depois da guerra, os Schonbrun partiram para a Bélgica, depois Montreal, no Canadá, onde Chaim cresceu e por fim se casou. Em 1950, Avraham Shapiro casou-se e foi morar em Israel.
Porém a trama de suas vidas, tecida junto por uma compaixão mais forte que a lógica ou mesmo o amor à vida, não foi cortada. Avraham procurava sempre se informar sobre Chaim, e a Divina Providência conspirou para que a tia da mulher de Chaim, que morava em Haifa, fosse grande amiga da Sra. Avraham Shapiro.
Alguns anos após seu casamento, Chaim soube por um tio que morava na Bélgica: "Há um judeu em Israel que carregou você da Polônia até a Hungria, e salvou sua vida." Chaim, no entanto, não tinha idéia sobre a identidade de seu benfeitor, que continuava a observá-lo de longe.
Em 1980, quando contava 39 anos, Chaim levou a família a Israel para o bar mitsvá de seu filho. A tia de sua mulher enviou uma mensagem a Chaim, dizendo que o judeu que lhe salvara a vida se chamava Avraham Shapiro. Avraham então com 60 anos, morava em Haifa e finalmente estava pronto para encontrar Chaim.
Naquele mesmo dia, Chaim tomou um táxi de Jerusalém a Haifa. "Nosso encontro foi bastante emotivo." relembra Chaim. "Ambos choramos muito, e conversamos durante horas."
Foi o início de um vínculo afetivo entre as duas famílias. Durante os 27 anos que se seguiram, Avraham tem comparecido aos casamentos de todos os filhos de Chaim, e Chaim tem comparecido aos casamentos de todos os netos de Avraham. "Somos muito, muito ligados,"atesta Chaim. "Eu o considero quase como um pai, e ele me considera um filho."
O portão do Gueto de Cracóvia
Mas por que Avraham não fez contato com Chaim mais cedo? Por que ele demorou 35 anos para reconectar?
A resposta talvez esteja contida numa caixa. Antes de se separarem naquele dia em 1980, Avraham contou a Chaim: "Tenho algo para lhe dar." Entregou a ele uma caixa, dizendo: "Esperei 35 anos para lhe dar isso."
Chaim abriu a caixa e viu que estava repleta de pedaços de ouro. Avraham explicou que antes de a mãe de Chaim ser enviada a Treblinka, ela dera aquela caixa cheia de ouro para a irmã mais nova Chaya Rivca, e encarregou-a de usar o ouro para salvar a vida de seu único filho. Quando Avraham concordou em pegar o bebê, Chaya Rivca transferiu a caixa para ele.
Durante sua fuga da Polônia, a família Shapiro usou seu próprio suprimento de ouro. Avraham foi forçado, relutantemente, a utilizar o ouro do pequeno Chaim. Quando chegaram a Budapeste, nada restava. Isso aborrecia muito a Avraham. "Eu tinha feito uma mitsvá de salvar uma vida," explicou Avraham a Chaim, "e não queria vender esta mitsvá por quantia alguma de ouro."
Depois da guerra, assim que Avraham começou a trabalhar, deixava de lado parte de seu salário todas as semanas para comprar ouro. Foram precisos 35 anos, mas finalmente ele tinha a quantia exata de ouro originalmente contida na caixa da mãe de Chaim. Ele entregou a caixa a Chaim, contente por não ter tido nenhum lucro da enorme mitsvá de salvar uma vida. Chaim recusou-se a aceitar o ouro. Avraham doou-o para várias organizações de caridade em Israel, em nome de Chaim Schonbrun.
No Gueto de Cracóvia, a compaixão tinha superado o intelecto de Avraham. Nada jamais superou sua integridade.

Sara Yoheved Rigler
Fonte: aish.com
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Nota:
Shapiro é um pseudônimo. O protagonista prefere permanecer anônimo.
       

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Três conselhos.

            
Um casal de jovens recém-casados era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:
         "Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você." 
     Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda.
     O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito.
     O pacto foi o seguinte: "Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho".
     Tudo combinado.    
     Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso.
     Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse:
     "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa." 
     O patrão então lhe respondeu:
      "Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos; se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta.” 
Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe: "QUERO OS TRÊS CONSELHOS."
     O patrão novamente frisou: "Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro."
     E o empregado respondeu: "Quero os conselhos." 
     O patrão então lhe falou:
     1. NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.
     2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal.
     3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.
            Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:
     "AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, estes dois são para você comer durante a viagem e este terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa.“
     O homem então seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava.
    Após primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: "Pra onde você vai?“
     Ele respondeu: "Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada." 
     O andarilho disse-lhe então: "Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez,
e você chega em poucos dias...“
     O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal.
     Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.
     Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se. 
     Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.
     De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito.
     Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho.
     Voltou, deitou-se e dormiu.
     Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia escutado gritos durante a noite, e ele respondeu que sim.
     O hospedeiro perguntou-lhe se não estava curioso a respeito, e ele respondeu que não..
     O hospedeiro prosseguiu: “VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite... e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.”
     O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.
     Depois de muitos dias e noites de caminhada... Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.
     Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só.
     Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando
os cabelos.
    Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade.
    Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho.
     Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.
     Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele pensou:  "NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE.
    Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta.
     Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA".
     Dirigiu-se à porta da casa e bateu.
     Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente.
     Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então, com lágrimas nos olhos lhe diz: "Eu fui fiel a você e você me traiu..."
     Ela espantada lhe responde: "Como? Eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos!"
     Ele então lhe perguntou: "E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?"


     "AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade.“
     Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café.
     Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.
     APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e, ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação!  

     Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...
     Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...
     Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois....
     Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos e que, principalmente, não se esqueça de CONFIAR em DEUS... (mesmo que a vida, muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).
Autor desconhecido.

sábado, 15 de agosto de 2015

Luz e escuridão

    

 Alemanha: Inicio do século 20

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com a seguinte pergunta:

"Deus criou tudo que existe?"
Um aluno respondeu valentemente: “Sim, Ele criou”.
“Deus criou tudo?”, perguntou novamente o professor.
"Sim senhor", respondeu o jovem.
O professor continuou, "Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal! Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau."
O jovem ficou calado diante de tal argumento e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse:
"Posso fazer uma pergunta, professor?"
"Lógico", foi a resposta
O jovem ficou de pé e perguntou: "Professor, o frio existe?"
"Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?"

O rapaz respondeu: "De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos o frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia. O calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor. Todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor."
"E, existe a escuridão?", continuou o estudante.
O professor respondeu: "Existe".
O estudante respondeu: "Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode ser estudada, a escuridão não! Até existe o prisma de Nicholls para decompor a luz branca nas várias cores que a compõe, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não! Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Portanto a escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente"
Finalmente, o jovem perguntou ao professor: "Senhor, o mal existe?"
O professor respondeu: “Lógico que existe, como disse desde o começo, é só ler as manchetes: vemos ações terroristas, crimes e violência no mundo o tempo todo”.
E o estudante respondeu: "O mal não existe, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, como nos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz."

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado.
O diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome. E ele respondeu: “Albert Einstein.”

     

sábado, 8 de agosto de 2015

Ben Baruch e Na Dimensão do Espírito. Quem somos e há que nos propomos?


Ben Baruch e Na Dimensão do Espírito. Quem somos e há que nos propomos?

Algumas pessoas encontram dificuldades para expressar sentimentos ou divulgar ações que, no seu entendimento, constituíram fracassos diante os planos que estabeleceram antes e ao longo da vida. Agem assim, porque ficam preocupadas com o julgamento que muitos poderiam fazer a seu respeito.
Eu, todavia, não tenho receio em expor meus sentimentos, dúvidas, incertezas ou ainda compartilhar projetos que empreendi e que não deram certo. Acredito que somos espíritos em constante evolução e que ainda nos falta muito para chegarmos a merecer uma morada física mais tranquila, por essa razão, entendo que devemos aprender ao máximo o que cada existência tem a nos oferecer em termos espirituais e intelectuais. Inevitavelmente, nesse aprendizado ocorrerão acertos e fracassos. Basta saber como encará-los de frente, sem medo de parecer ridículo aos olhos dos outros, superá-los e seguir em frente.
Não me considero perfeito. Ao contrário, sinto-me um ser incompleto em todos os sentidos. Sendo assim, busco através da prática do conhecimento adquirido, transformar-me em um ser humano melhor a cada dia. E vamos ser sinceros: coisa difícil de conseguir neste humilde planeta de provas e expiações em que vivemos, pois quando temos este desejo, sofremos combate de todos os lados: são inimigos visíveis e invisíveis que nos atacam e nos assediam sem parar. Os visíveis, costumamos chamar de invejosos ou parasitas, porque, na maioria das vezes, desejam obter o que temos sem esforço próprio. Os invisíveis, uns os chamam de demônios, outros de obsessores e talvez sejam piores que os visíveis, porque podem nos atacar de todos os lados sem o menor constrangimento. O nome pouco importa, o objetivo principal de ambos é impedir que avancemos e nos candidatemos a uma existência sem tantos percalços no caminho como a que temos atualmente.
Embora tenha ascendência judaica, cresci como cristão e por dezessete anos militei nas lides espíritas de São Paulo, alguns deles na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Depois, entendendo ser um “chamado” para novo aprendizado, me bacharelei em Teologia em um renomado Seminário Batista e por nove anos atuei junto à liderança desta respeitada denominação evangélica, mas não me sentia convencido dos ensinamentos recebidos e por essa razão decidi me desligar. Embora tenha sentido o desejo de retornar à Doutrina Espírita, acabei não o fazendo fisicamente por questões familiares. Uma maneira de conciliar minha crença na imortalidade da Alma e na possibilidade das reencarnações sucessivas foi abraçar o Judaísmo que nesses aspectos têm posições, em parte, semelhantes. Desde o ano 2000 procurei pautar minha vida, meu relacionamento com Deus e com o meu próximo, seguindo essa vertente Teológica, mas chega um momento em nossas vidas em que devemos nos posicionar firmemente diante de nossas convicções e foi isso que fiz.
Sempre entendi que em tudo existe um plano Divino estabelecido para cada criatura e por essa razão não creio tenham sido em vão os anos em que atuei junto àquelas Instituições, afinal vi meus filhos crescerem e se transformarem em pessoas sérias e compromissadas com Deus e consegui ao longo desses anos fazer com que os que conviveram comigo pudessem ter uma visão diferente acerca dos adeptos de outras religiões, principalmente acerca de espíritas e judeus.
Hoje, desejo apenas expressar meus sentimentos mais íntimos em relação às minhas crenças na imortalidade da Alma e no infinito amor de Deus, sem me preocupar em ser rotulado desta ou daquela maneira, com este ou aquele título, desejo simplesmente continuar minha jornada evolutiva para me tornar um ser humano melhor do que era quando aqui cheguei.
Talvez você esteja se perguntando: como é possível que alguém possa propagar uma doutrina que todos esperam que o mesmo combata? Afinal o Blog “Na Dimensão do Espírito”, têm demonstrado uma tendência à divulgação de textos espíritas e evangélicos e judaicos.
É uma boa indagação eu diria. E para entendê-la melhor, deveríamos buscar respostas nos planos espirituais que estabeleci antes de renascer para cumprir minha atual prova, missão ou expiação, e isso só saberemos quando eu voltar à realidade de nossas vidas: a espiritual.
Importante salientar que o “Na Dimensão do Espírito” não faz apologia a nenhuma ordem religiosa. “Na Dimensão do Espírito” não é um blog sobre Judaísmo nem sobre Espiritismo, nem tem por objetivo exaltá-los em relação às outras religiões, quer sejam elas Cristãs ou não. Seu verdadeiro propósito é fazer com que ao analisá-los possamos refletir juntos a fim de que nos transformemos melhores e mais compromissados com Deus e com o amor ao próximo.

As doutrinas pelas quais passei me ensinaram muitas coisas que me ajudam a ver atualmente os meus irmãos de uma forma diferente daquela que os via há muito tempo atrás.
Na Doutrina Espírita, olhava-os, sempre tentando, de várias maneiras minorar seus sofrimentos materiais, antes do espiritual, sem nunca ter em mente que essas atitudes pudessem ajudar em meu próprio desenvolvimento espiritual – cujo interesse, víamos acontecer com muitos irmãos no passado e no presente. Fazia-o simplesmente por me colocar no lugar daqueles irmãos menos favorecidos e, apesar de levar a consolação dos Evangelhos e das Obras da Codificação Espírita, não entendia que estava realizando uma obra completa naquelas vidas. Faltava alguma coisa.
Talvez por me preocupar muito mais com os aspectos morais e éticos da Doutrina Espírita, sendo até mesmo radical em relação à defesa da pureza doutrinária que estava sendo um pouco esquecida na época, eu tenha me decepcionado com alguns dos que me cercavam e isso me levou a buscar uma nova forma de expressar meu o amor a Deus. Quem sabe...? Sinceramente não posso afirmar que esse tenha sido realmente o motivo.  Talvez, apesar de conhecer profundamente as Obras da Codificação que durante esse período foram estudadas e comparadas, eu nunca tenha conseguido colocá-las integralmente em prática como deveria em minha vida. Pode ser também que tenha fugido à responsabilidade que tantos depositaram em minhas mãos e que deveria abraçar... Não sei. Quem sabe, os motivos tenham sido outros: muito envolvimento com obras sociais, excessiva divulgação doutrinária e talvez por essa razão tenha sido alvo da esperança de muitos irmãos que viam em mim um futuro promissor para continuar a obra que iniciaram. Quem poderá saber...?
Em minha transição pela Igreja Evangélica, a situação não foi diferente. Acreditava sinceramente que ela poderia responder minhas indagações acerca das diferenças sociais e humanas. Mas também, infelizmente, não preencheu aquele vazio existencial que havia em mim. Não havia nela o desejo de ajudar materialmente os necessitados, pois acreditava que o espiritual era o mais importante. E no tocante à “salvação”..., a posição era simplesmente insustentável humana e teologicamente.
Não consigo dissociar Deus do cuidado para com o ser humano. Não consigo dimensionar Seu amor em meio a doutrinas e ensinamentos que levam as criaturas a sofrerem eternamente, sem que tenham uma única oportunidade, após a morte, de se arrependerem de seus erros e recomeçarem. Desculpem-me, mas em minha concepção de Deus não existe espaço para o sofrimento e o banimento eternos da Sua presença
Querem me rotular como Teólogo liberal? Herege? Fiquem à vontade. Isso não me denigre nem me ofende, pois dimensiono a Deus como Ele realmente é: Amor em sua plenitude!
Ao contrário de muitos, não tenho receio de expor minhas ideias e convicções religiosas, por essa razão prefiro expô-las aqui no Blog e não no Facebook, que considero “terra de ninguém”. Sou sempre transparente e todos que me conhecem ou tiveram a oportunidade de ler meus trabalhos sabem disso.
Minhas mensagens não buscam autopromoção, mas ajudar quem precisa de apoio moral e espiritual e está distanciado de Deus.
Antes que isso se torne uma autobiografia, vamos terminar dizendo que os textos buscados em diversos autores e as reflexões de minha autoria são fruto do que realmente creio e não os coloco neste espaço por serem apenas temas atraentes e confortadores, mas o objetivo principal é fazer com que ao analisá-los possamos refletir juntos e nos ajudemos através dos comentários deixados, a nos transformarmos em pessoas melhores, mais compromissadas com a verdade e com o amor ao próximo.
Sejam todos bem vindos!
Muita paz a todos!
Ben Baruch