terça-feira, 28 de agosto de 2012

Oração. Um convite irresistível!



Oração. Um convite irresistível!

Muitas vezes andamos por este mundo sem saber ao certo o que procuramos.

Para alguns, apesar de a providência Divina os abençoar com um lar abastado, onde as provisões materiais são abundantes e todos ao seu redor se mostrem felizes, muitos se consideram infelizes, acreditando que algo ainda está faltando e não sabem como explicar o que acontece em seu interior que os leva a se sentirem assim.
Outros, todavia, embora levem uma vida humilde e cercada de dificuldades, que encontram no lar a tranquilidade que causaria inveja a muitos, inexplicavelmente sentem-se infelizes. Muito embora todos à sua volta lhes mostrem o quanto são abençoados por Deus, o fato de não desfrutarem do conforto e das facilidades que a vida moderna propícia leva-os a entender que se tivessem um poder aquisitivo maior poderiam considerar-se plenamente felizes.
Seres humanos... Como somos contraditórios em nossos sentimentos: Se temos muito, reclamamos... Se temos pouco, reclamamos ainda mais...
Não são poucas as pessoas que, diante das experiências que a vida nos concede, não conseguem, ao deitar em seus leitos, recostar a cabeça no travesseiro e simplesmente descansar das tarefas cotidianas. Suas mentes não param. Buscam forças e respostas em tudo que as cercam e se esquecem de que na maioria das vezes a solução não está fora, mas dentro delas mesmas e que para alcançar a paz que tanto desejam necessitam apenas e tão somente buscar a presença do Criador e expor-lhe o que tanto as atormenta.


Moisés, o grande libertador e legislador hebreu é um grande exemplo da necessidade que temos de buscar a Deus nos momentos de lutas e incertezas.
Durante o período em que viveu no palácio real do Egito, desfrutou do conforto e das facilidades materiais por ter sido criado como filho da filha de Faraó. Tão logo se rebelou contra o sistema político adotado pelo monarca, precisou fugir para salvar sua própria vida e isso fez com que passasse por extremas dificuldades, que alteraram de forma significativa os próximos oitenta anos que viveu entre nós.
Necessitou fugir da presença de seus irmãos hebreus e refugiar-se por quarenta anos até que fosse alcançado pela força do Amor Divino que viu nele um ser humano há quem poderia confiar uma grande tarefa: Libertar o Seu povo das garras de Faraó e transformá-lo em uma nação de reis e sacerdotes que levaria o Seu Nome aos quatro cantos da Terra e assim O fizesse conhecido por todos.
Por outros quarenta anos, através da oração e da certeza de que Deus não o desampararia em tempo algum, transformou não apenas o destino de todos aqueles que o seguiam, mas também o rumo da história de um povo e através dele o de toda Humanidade.
Cremos que o convite que Moisés nos faz para nos sentirmos transformados e abençoados pela presença e provisão Divina é criarmos em nós o hábito de falar com o Senhor; de estabelecer um momento para nos aproximarmos dEle através da oração.
Ele está sempre com os braços abertos esperando a nossa aproximação. O profeta Jeremias diz que Ele assim age porque nos ama: “De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.” (Jr 31.3)
Ele nos atrai porque deseja estabelecer conosco uma relação não apenas entre Criador e criatura, mas acima de tudo entre Pai e filho. E essa comunicação se faz através da Oração.
O convite é para utilizarmos esse recurso em quaisquer situações de nossa vida, quer estejamos felizes ou não.
Quando a infelicidade ou a dificuldade bater à sua porta e você se sentir impotente e desmotivado, ore a Deus pedindo-lhe a proteção e o amparo de que necessita para se fortalecer e seguir adiante.
Quando injustamente te ferirem com palavras ásperas e ofensivas, ampara-te na oração e peça ao Todo-Poderoso que lhe conceda o amor e a força necessária para superar tão duros momentos que também atingem outros que nos cercam e que tantas vezes, fechados em nós mesmos, nem percebemos.
Quando a perda de um ente querido ou de um grande amigo estiver sufocando a sua alma e as lágrimas derramadas não conseguirem produzir a calma e a certeza de que a vida continua e que um dia vocês se reencontrarão, ore e peça que Ele reconforte o seu coração, te dando a certeza de que a vida continua após a morte do corpo físico e que em breve poderás reencontrá-los e regozijar-se com eles na presença do nosso Deus.
Quando, apesar do desejo sincero de ajudar aos que mais necessitam, quer seja através de bens materiais, palavras de estimulo ou simplesmente oferecendo um ombro amigo e ouvidos atentos e solidários, os outros vejam neste ato uma maneira de condená-lo por sua suposta intromissão, não esmoreça ou interrompa a oportunidade que lhe foi oferecida pelo próprio Criador, mas ore, pedindo a Ele que lhe dê forças para compreender e amor para continuar trabalhando na construção do bem, pois muitas vidas poderão estar dependendo desta decisão para transformarem suas vidas.
Se a oportunidade de servir e demonstrar o amor de Deus aos semelhantes surgir à sua frente, agarre-a com todas as suas forças e faça o que estiver ao seu alcance para executá-la, pois, quem sabe, o mundo inteiro espera ansiosamente por esse momento para ser transformado. Por essa razão nunca desista de praticar o bem, nunca perca a oportunidade de auxiliar o seu próximo.
Quando as lutas do caminho estiverem te enfraquecendo a alma e te levando ao desespero e ao abandono, não se entregue a esse sentimento doentio, mas resista firmemente e ore a Deus, buscando nEle a razão maior de sua existência. Ele nunca desampara os que O buscam.
Quando tudo estiver correndo bem e tudo à sua volta for motivo de alegria, ore e agradeça ao Senhor por tamanhas dádivas, pedindo a Ele sabedoria e humildade para que as bênçãos concedidas não se transformem em pedras de tropeço em sua vida.
Quando os irmãos mais necessitados que compartilhem a tua mesa te honrarem por tudo que fazes, não se engrandeça por isso, mas ora e agradeça ao Senhor pela oportunidade que Ele te concedeu de espalhar o bem sem desejar recompensa.
Não importa se lhe damos o nome de Tefilá, prece, reza ou oração, o que realmente importa é falar com Deus, expondo nossos sentimentos e inquietações mais intimas, nossas dúvidas e incertezas, nosso agradecimento pelo cuidado que tem para conosco, pelas possibilidades que nos concedeu de um dia havê-Lo encontrado e ser atendido por Ele.
Aceitemos o convite que Moisés nos faz para orarmos em todos os momentos e situações e perceberemos o quanto isso nos ajudará a entender não apenas a razão de nossas vidas, mas nos ensinará ainda, a compreender e a amar ainda mais os nossos semelhantes.



Muita paz a todos!

(בן  ברוך) Ben Baruch

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O infinito amor de Deus


O INFINITO AMOR DE DEUS

Vivemos dias angustiantes. As pessoas se matam como se fossem animais famintos que tentam sobreviver a todo custo.
A violência está por toda parte e parece que a novidade para a vida do homem é o desejo de ver seu semelhante sofrer, não importando por quais meios. As pessoas se perseguem mutuamente e, para muitos, se os demais não pensarem e agirem como eles, devem ser eliminados.
O pensamento de alguns é: “Pessoas que não têm o mesmo padrão social que nós, estão atrapalhando a nossa ascensão, o nosso sucesso e alguma coisa precisa ser feita para tirá-las do nosso caminho.”
Muitos têm esse pensamento e alguns, mais incisivos em sua perseguição, se acham no direito de até colocar fogo em mendigos, que, no seu entendimento, cometeram o “pecado” de perderem tudo: emprego, família, dignidade e agora a própria vida!
Os critérios que muitas vezes usamos para manifestar o nosso senso de justiça é estranho e por que não dizer vergonhoso e injusto.
Quando colocamos os nossos amigos e parentes no banco dos réus, somos tolerantes e benevolentes, mesmo que tenham prejudicado muitas pessoas, e muito embora sejam vistos pelo restante da sociedade como monstros, para nós são uns amores.
Quando, porém, julgamos aqueles que nos prejudicaram, a nossa atitude muda radicalmente. Se alguém tenta defendê-los, dizemos que os estão defendendo porque não estavam na nossa pele.
Olhando para a vida do rei Manassés através deste capítulo 21 do segundo livro dos Reis, podemos perceber o que acontece com um homem que se deixa envolver nas armadilhas do orgulho e da prepotência.
Diz o texto:
“Tinha Manassés doze anos de idade quando começou a reinar e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hefzibá. Fez ele o que era mau perante o SENHOR, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia destruído (...) E queimou a seu filho como sacrifício (...) Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até encher Jerusalém de um ao outro extremo (...) 2Reis 21.1-17)
Talvez examinando somente este capítulo nos precipitemos a dizer o velho ditado popular: “Tal pai, tal filho!”, parecia ter sido elaborado para ele.
Porém, se olharmos para a vida de Ezequias, o pai de Manassés, encontraremos o oposto da conduta do filho.
O relato bíblico diz que o rei Ezequias foi tão temente a Deus que não houve antes nem depois dele um rei com tanto temor a Deus em Judá.
Seu nome significa: “Meu deleite está nele”.

Mas apesar das preocupações dos pais em encaminhá-lo segundo a vontade de Deus, o garoto Manassés, resolveu fazer jus ao seu nome que significa: “que faz esquecer”, nome que surgiu quando José disse antes do nascimento de seu filho Manassés “Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos, e de toda a casa de meu pai” (Gn 41.51).
Manassés fez tudo errado. Foi um dos piores reis e não somente de Judá, mas também o pior que os povos vizinhos já tinham visto.
Era um verdadeiro monstro em pele de gente.
Não bastasse a sua maldade, se tornou devoto de deuses estranhos e fez passar o próprio filho pelo fogo, oferecendo-o a Moloque, um deus cananeu que exigia sacrifícios humanos e diz o versículo 16 que Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, tanto que encheu Jerusalém de ponta a ponta com ele.
O que temos presenciado em chacinas nas ruas das grandes cidades e presídios do país é brincadeira perto do que Manassés fez em Judá e região.

Segundo a nossa forma de julgamento, que fim mereceria o rei Manassés?

Para muitos certamente a morte seria pouco para ele.
Para outros, no entanto, deveria sentir na própria pele tudo o que fez os outros sofrerem, mas bem devagar... até não aguentar mais... e por fim deveria morrer, de preferência em uma cadeira elétrica.
Para alguns não bastaria acabar com a vida de Manassés, seria necessário exterminar também toda a sua família. “Devíamos eliminar a “raça” dele da face da terra...”, diriam.
Para felicidade de Manassés o julgamento de Deus não é igual ao nosso.
Será que um homem como ele poderia mudar?  ou “Pau que nasce torto morre torto”?
Miquéias 7.18 diz que não há Deus como o nosso Deus que perdoa as transgressões, não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.
O poder de Deus muda a vida das pessoas
Falou o SENHOR a Manassés e ao seu povo, porém não lhe deram ouvidos. (2 Crônicas 33.10)

Manassés era tão ruim que foi necessário algemá-lo, prendê-lo e levá-lo cativo para a Babilônia.
E foi ali, em meio a dores e tristezas, vendo todo o seu poder humano caindo por terra, que o monstro Manassés buscou a Deus e se transformou em um dos grandes exemplos de como Deus trabalha na vida do pecador arrependido.
Aquele homem arrogante e prepotente rendeu-se ao Poder Soberano de Deus, e na sua angústia clamou ao Deus e humilhou-se na Sua presença.
A partir da experiência de vida de Manassés o que podemos esperar do infinito amor de Deus?

Deus abomina o pecado, mas ama o pecador

Deus nos ama de uma forma que não podemos expressar com palavras do vocabulário humano.
Manassés foi um homem terrível, mas Deus lhe concedeu a oportunidade do arrependimento, assim como faz a cada um de nós.
Quantos de nós tem olhado para os “Manassés” de nossos dias com os olhos que Deus olharia?
Na maioria das vezes temos verdadeira aversão até para chegar perto de delinquentes ou de mendigos que perambulam pelas ruas, imaginando que seremos assaltados ou agredidos por eles.
A Palavra de Deus nos ensina que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor e o povo que escolheu para a sua herança (Salmos 33.12).
Quando olhamos para o estado de podridão moral a que a nossa sociedade chegou, preferimos fechar os olhos, culpar os governantes e até mesmo os lideres religiosos a irmos, nós mesmos, anunciar o amor de Deus e dar uma oportunidade para que Ele opere naquelas vidas que estão às margens da sociedade que julgamos correta, civilizada e “humana”.
É certo que o pecado faz separação entre Deus e os homens, pois Ele é Santo e espera que também sejamos santos (Lv 20.7), mas o amor de Deus espera sempre que O busquemos com sinceridade para sermos resgatados da nossa incorreta e superficial maneira de viver.
Deus permite que caiamos para aprendermos

A Bíblia nos ensina que há caminhos que ao homem parecem direitos, mas no fim são caminhos de morte. (Pv 16.25).
Quantos de nós não temos atitudes que aos nossos olhos parecem corretas e nos conduzem a Deus e por mais que nossos amigos nos digam o contrário permanecemos no nosso erro e não queremos ouvir a ninguém?
Quantos líderes têm enganado o povo em nossos dias, com essa mensagem de prosperidade e de conquista, fazendo com que as pessoas se acheguem a Deus por interesses escusos, como se Ele fosse o “portador” de uma caixa registradora que se abre toda vez que vamos à Sua Presença para pedir-lhe algo?
Manassés era um rei terrível e a Bíblia nos diz que não havia ninguém tão cruel como ele, e por mais que os profetas o alertassem, ele nunca os atendia. Foi necessário que passasse por inúmeras tribulações para que pudesse aprender a buscar a Deus com sinceridade.
O Desejo de Deus é de que todos nós sejamos felizes e que não tenhamos nenhum tipo de problema, mas quando nos afastamos dEle ficamos sujeitos às armadilhas que o mundo coloca em nosso caminho.
Muitas vezes, Deus permite que caiamos nessas armadilhas para aprendermos com elas.
Assim como temos muitas pessoas onde arrependimento é pura fantasia ou demonstração exterior, temos também, pessoas sinceras, que verdadeiramente se arrependeram de todos os erros que praticaram no passado e tiveram suas vidas transformadas pelo poder de Deus.

Deus não despreza um coração arrependido

Quando Manassés se viu sozinho, prisioneiro em Babilônia, lembrou-se da conduta de seu pai Ezequias e sinceramente se arrependeu e buscou a Deus.
Deus ouviu a sua oração e o fez voltar a Jerusalém. Para demonstrar seu sincero arrependimento, Manassés restituiu o altar do Senhor e teve uma conduta diferente até o final de sua vida.
            Quando estivermos incorrendo em erro devemos rever nossa conduta e buscar a Deus com um coração sincero. Se assim o fizermos, Ele nos atenderá.
Davi disse que perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido (Salmo 34.18).
Não importa o estado moral em que nos encontremos, o importante é reconhecer que estamos incorrendo em erro e tenhamos o firme desejo de mudar o nosso comportamento diante de Deus.
Manassés não apenas orou pedindo o livramento de Deus para si e para o povo, mas tomou a atitude do verdadeiro arrependido: mudou radicalmente a sua vida.
Nunca menospreze a possibilidade de Deus trabalhar na vida das pessoas que consideramos ruins e impossíveis de mudanças.
Sempre haverá uma oportunidade para Deus manifestar o Seu infinito amor por nós. Por isso nunca menospreze a oportunidade que Deus te dá de anunciar a acerca do Seu Amor àqueles que vivem, não somente às margens da sociedade, mas principalmente às margens do convívio de Deus.
Que o Eterno nos abençoe e nos dê forças para fazermos a Sua vontade: Fazer conhecido o Seu nome e seu Infinito amor por todos que criou.

Não há barreiras para o amor de Deus.
(בן  ברוך) Ben Baruch

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Caminhando com Deus


Caminhando com Deus


É comum ficarmos espantados diante do avanço tecnológico alcançado em nossos dias. As descobertas são tão frequentes e dinâmicas que chegamos ao ponto de ver ultrapassado no dia seguinte algo que nos parecia ser a invenção mais fabulosa no dia anterior.
A televisão e os outros veículos de comunicação aproximaram tanto os povos que nos possibilitam saber instantaneamente o que acontece no outro lado do mundo. 
Estamos tão acostumados a essas mudanças radicais no nosso cotidiano, mas somos forçados a admitir que muitas vezes nos sentimos literalmente perdidos em certas situações. 
Tanta tecnologia... tanta globalização... tantas informações... tantas opiniões... tantas oportunidades... tanto conforto material... tanto... tanto...
Diante de tantas opções, poderíamos nos considerar os mais felizes do mundo, os mais realizados em todos os sentidos. Mas isso não tem ocorrido.
Há 30 ou 40 anos atrás, acreditávamos que o avanço tecnológico poderia melhorar a nossa maneira de viver. Acreditávamos que com o passar do tempo, o conforto material nos proporcionaria mais tempo e tranquilidade para buscar a Deus e ter comunhão com nossas famílias e amigos... 
Hoje, nos deparamos com todas as conquistas almejadas pelo homem, mas ao mesmo tempo, vemos que este homem está perdido em si mesmo. Aquilo que deveria ser uma conquista acabou se tornando praticamente em fracasso na vida do homem moderno.
Mais tecnologia e conhecimento geraram mais liberdade e esta gerou mais libertinagem e com isso um maior afastamento da comunhão com Deus na vida de muitos de nós.
Moisés estava aberto às possibilidades de um relacionamento mais íntimo com Deus e demonstrando toda a sua confiança pediu que Ele lhe mostrasse o caminho ou a maneira pela qual poderia encontrar graça diante de “Seus olhos”.
Vemos isso em Êxodo 33:13: “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.”
A maneira pela qual Moisés expõe o seu desejo de conhecer o caminho para esse relacionamento se realize, ajuda-nos a entender a necessidade que temos de ser firmes em nossas convicções e de que não devemos nos abater, mas insistir nessa busca, na certeza de que agindo assim encontraremos graça diante de Deus.

Muitos de nós, em determinado momento da vida, deseja encontrar o caminho para este relacionamento, mas talvez o nosso maior inimigo nessa busca seja o imediatismo. Infelizmente queremos que as coisas se resolvam como num passe de mágica.
Moisés subiu ao monte Sinai e ficou ali por 40 dias. Sem que o povo soubesse que seu retorno estava próximo, começaram a reclamar e pediram que Aarão, irmão de Moisés, que lhes fizesse um deus para que fosse adiante deles, porque “aquele Moisés”, diziam eles, não sabiam o que lhe acontecera.
Quantas vezes tomamos o posicionamento daqueles homens que pressionaram Aarão a fabricar o bezerro de ouro?
Dizemos que temos que viver o presente. Alguns sentenciam:
“Ainda sou muito moço, tenho que aproveitar a vida. Daqui a pouco a vida passou e eu não fiz nada. Quando eu estiver com mais idade vou procurar uma “religião” que me aceite como eu sou e não fique me pressionando para mudar a minha maneira de pensar e viver...”.
“Tenho tanto tempo pela frente. Preciso conseguir minha independência financeira. Aí sim poderei pensar em minha vida espiritual...”.
Esse pensamento é um grande erro, pois o nosso futuro depende da maneira como vivermos o presente. Se formos sensatos e vigilantes no presente, certamente poderemos esperar uma vida mais tranquila no futuro. Se, ao contrário, desperdiçarmos o nosso tempo com futilidades, acreditando que poderemos recuperar o “tempo perdido”, maior será a probabilidade de fracassarmos.
Não somos perfeitos e como não existem “super heróis espirituais” também devemos ter paciência em relação a nós mesmos, mas isso, de forma alguma, deve se transformar em comodismo, pois cada um de nós é responsável pelos próprios atos. Certamente, a bondade de Deus nos conduzirá ao arrependimento.
Precisamos suportar as lutas e as dificuldades que esta busca produzirá, mas o livramento que tanto aguardamos e que aos olhos de muitos e, algumas vezes, aos nossos próprios olhos, parece tão distante e impossível, pode ocorrer a qualquer momento. Talvez amanhã ou quem sabe, hoje mesmo.
O amor de Deus aguarda com paciência que nos arrependamos dos maus caminhos pelos quais temos trilhado e que nos apresentemos para iniciarmos a nossa caminhada com Ele. 
Saiba compreender suas limitações. Não fique pensando que você é um “super herói espiritual” e que está isento de errar. Fomos criados para andar em comunhão com Deus. Todos nós erramos e necessitamos retomar o caminho que nos conduz a Ele.
É importante lembrar que mesmo depois de estarmos trilhando os caminhos que Deus nos mostrou, seremos nós mesmos, caminhando num processo de aprendizagem e santificação e isso não se dará de uma hora para a outra.  Não há palavras ou gestos mágicos, mas com perseverança alcançaremos a vitória que tanto almejamos: Descansar à sombra do Onipotente (Sl 91.1).
Haverá a necessidade de nos aproximarmos cada vez mais de Deus através do nosso crescimento espiritual e isso ocorrerá quando passarmos a conhecer mais o que esse Deus que nos criou espera de nós.
Conhecendo a Sua vontade para nossas vidas, conseguiremos entender Seus planos para a nossa vida e as promessas que Ele tem para cada um de nós. 
Permita que Deus trabalhe nelas para que você possa ser mais útil em Suas mãos. 
Infelizmente, muitas vezes transformamos o amor de Deus em lei para nossas vidas e isso nos impede de olharmos para dentro de nós mesmos e entender que somos limitados e imperfeitos. Conheça suas limitações e se entregue nas “mãos” de Deus para que Ele te fortaleça. Seja humilde diante dEle e Ele não apenas te consolará, mas responderá aos anseios mais íntimos do seu coração. 
Que possamos dizer como Moisés: “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos.”
Muita paz!


(בן  ברוך) Ben Baruch