segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Conhecendo a Deus

Conhecendo a Deus

Ao longo dos séculos temos visto que o coração do homem, apesar de toda a tecnologia e conforto de que dispõe, permanece o mesmo: cheio de ódio, sentimentos de vingança e interesses pessoais. Ele não consegue encontrar nem um pequeno espaço dentro de si, para que Deus possa habitá-lo.
Quando crianças, somos educados e orientados para sermos pessoas importantes e bem relacionadas na sociedade.  Somos doutrinados a estudar e adquirir o maior conhecimento possível para sermos bem-sucedidos profissionalmente.
Ouvimos tantos conselhos nesta direção que acabamos perseguindo incansavelmente este alvo, sem perceber, que muitas vezes, acabamos prejudicando pessoas que estejam no meio de nossa caminhada rumo ao sucesso, como se elas fossem obstáculos a serem transpostos e destruídos.
Essa necessidade básica de autoafirmação para alguns se transforma rapidamente em verdadeira obsessão na busca do sucesso e do reconhecimento público.
Nos sentimos muito fortes e consideramos fracos ou fracassados todos aqueles que não conseguiram chegar aonde chegamos e sentenciamos: “a sociedade é assim mesmo; feroz e desumana e por essa razão cada um deve buscar o seu próprio espaço. Quando somos importantes, somos respeitados, quando não alcançamos o sucesso esperado somos desprezados e não poucas vezes, ridicularizados.” Esse é o pensamento do mundo em que vivemos e da maioria das pessoas que nele vivem.
Inegável e inexoravelmente, a grande maioria das pessoas está em busca de honra e glória humana. Adoram ser bajuladas e paparicadas. Isso faz com que se sintam vivas e poderosas. Em suma: alimenta o ego e faz com que se sintam importantes, desejadas e principalmente: invejadas. Sim, invejadas, porque acreditam que todos gostariam de ser como elas. Ledo engano de corações ociosos e insignificantes.
A melhor maneira de nos afastarmos desses pensamentos de glorificação pessoal é nos aprofundarmos no conhecimento espiritual, no conhecimento de Deus.
Através da busca deste conhecimento nos aproximamos cada vez mais dEle e passamos a entender que o mais importante nesta vida, não são os bens materiais que adquirimos, mas os bens espirituais que conquistamos através de uma vida reta e integra, compromissada com Deus e compartilhada com o nosso próximo.
Para conhecermos e nos aproximarmos de Deus temos que santificar nossos atos e pensamentos. Deus quer se manifestar a nós, por isso devemos procurar ter uma vida de santificação, de amor ao próximo e retidão de coração.
Deus quer se revelar a nós. Quer demonstrar todo o Seu amor e a Sua justiça. Mas para que isso aconteça precisamos nos colocar em condição propícia para recebê-los.
Entre tantas coisas que o ser humano necessita para identificar-se com Deus, precisamos principalmente:

a) declarar a nossa total dependência a Ele.
Declarar nossa total dependência de Deus não é apenas uma atitude exterior, nem repetir palavras de autoajuda como se fossem Verdades eternas.
Declarar total dependência é descansar em Deus. É saber que apesar das dificuldades que a vida nos apresenta, Ele está no comando da situação e mais dia menos dia a situação adversa se reverterá e poderemos ver que a bênção e a Mão protetora do Eterno nunca se distanciaram de nós. Ele sempre esteve, está e estará presente em nossas vidas.

b) quebrantar o nosso coração.

A Palavra de Deus nos ensina que a um coração quebrantado e contrito Deus não despreza (Salmos 51.17), porque Ele está em busca de corações sinceros e apaixonados pela busca do pleno conhecimento de Deus e não de corações vacilantes que buscam a Sua presença no desejo de obter benefícios exclusivos, principalmente financeiros.

c) amar e perdoar aos nossos irmãos.  

Irmãos aqui não significa apenas os irmãos consanguíneos, mas todos aqueles que, assim como nós, também foram criados por Deus e são amados por Ele, ou seja: a Humanidade. Sim, a Humanidade, que é representada por cada semelhante que compartilha conosco essa existência. Para Ele não existem diversidades raciais, sociais ou linguísticas, existe apenas seres humanos criados à Sua imagem e semelhança que são amados indistintamente por Ele, porque se assim não o fossem Ele não seria – Deus nos livre – um Deus infinitamente Bom e Justo. É neste Deus, infinitamente Justo e Bom que acreditamos e confiamos.
Diante de tudo o que vimos até aqui, algumas perguntas se fazem necessárias neste momento:
Temos tido misericórdia para com nosso semelhante? Quando alguém se coloca contra as nossas opiniões ou até mesmo nos prejudica, qual tem sido a nossa posição? Atiramos pedras ou suportamos com paciência?
Quando vemos alguém jogado pelo mundo, temos o desejo de acolhê-lo, falar-lhe acerca do Amor de Deus ou atravessamos para o outro lado da rua a fim de não sermos forçados a mostrar a nossa indiferença?
Existem muitas pessoas clamando pela misericórdia Divina para as suas vidas, mas são incapazes de perdoar até mesmo os de sua própria casa.
Qual tem sido o nosso critério de justiça e juízo? Ao sinal da mais leve evidência saímos condenando e executando ou procuramos averiguar o que de fato aconteceu?
Devemos pensar, falar e agir de conformidade com a Vontade Divina e não segundo os nossos critérios de justiça.

Rompa os laços que ainda o prendem ao mundo. Você sabe quais são. Declare-os a Deus, entregue-se a Ele. Ele tem planos grandiosos para você, mas nunca esqueça de que toda a glória e a honra pertencem a Ele.

Que o Eterno te abençoe grandemente.

Ben Baruch

domingo, 1 de setembro de 2013

Religião: União ou divisão?


Religião: União ou divisão

Se você é brasileiro ou mora no Brasil, já ouviu o velho adágio popular que diz: Futebol e Religião não se discute!
Com certeza você já ouviu essa frase e muitas vezes a pronunciou para “acalmar” os ânimos daqueles que estavam “discutindo” sobre a melhor e a mais correta forma de servir a Deus ou mesmo para se vangloriar por “conseguir” demonstrar ao seu interlocutor os motivos que o levam a torcer para determinado clube de futebol ou a pertencer a um determinado grupo religioso.
Realmente, se olharmos para o lado da disputa, seremos forçados a concordar que “futebol e religião” não se discute, pois cada um tem sempre na ponta da língua a resposta que acredita por fim à disputa, mas o que vemos sempre é que ao se pronunciar este ditado a conversa praticamente acaba, num misto de indignação e insatisfação. Indignação, porque você não consegue entender como alguém pode ser tão “mal educado” a ponto de colocar um ponto final em um tema tão importante como falar acerca de Deus; e insatisfação, porque você estava apenas começando a conversa quando foi tão “abruptamente” interrompido, exatamente no momento em que você conseguiria “provar” que você e não seu interlocutor é quem estava com a razão.
Se você é daqueles que gostam de uma “boa briga” vai demorar um bom tempo para digerir toda aquela situação. Seu estômago e cabeça ficarão fervilhando, aguardando apenas o momento exato para dar o troco e com isso “aliviar” o mal estar causado por aquele que você considerava tanto, ao ponto de ter resolvido abrir seu coração para expor, “sem reservas”, tudo o que pensa.
Mesmo que você nunca tenha sentido na própria pele essa situação, com certeza conhece pessoas que passaram por isso. Talvez você mesmo, pelo fato de ter participado de algumas dessas conversas apenas como ouvinte tenha decidido fazer desse ditado uma regra áurea para sua vida.
Vamos tentar entender o porquê desta situação tão desagradável.
A palavra portuguesa religião, vem do latim “religare”, que significa “religar”, “atar”.
Teólogos a veem como a expressão da “religação” do homem a Deus, mas ela pode estar associada a diversos temas que nada têm a ver com questões Teológicas, mas queremos nos ater a esse aspecto porque é sobre ele que pesa toda a força desse ditado.
Se perguntarmos a uma pessoa se ela se “ofenderia” ou se sentiria “traída” se alguém muito próximo a ela decidisse por vários motivos mudar de religião, ela certamente dirá que não e que cada um tem o direito constitucional de crer livremente no que ou em quem bem entender. Acrescentará ainda que, “de forma alguma”, seu relacionamento com a pessoa que abandonou a antiga fé será alterado.
Essa atitude seria a mais correta, mas será que isso de fato acontece?
Infelizmente não. A maioria das pessoas não pensa nem age assim. Na maioria dos casos a amizade não continua a mesma, principalmente quando a pessoa que “mudou” de religião passa a crer em valores e manifestações espirituais totalmente opostos à sua antiga fé. Fé que seus “amigos” ainda mantêm.
Você deve estar pensando que isso está ficando um pouco complicado de entender não é? De certa forma, você tem razão: é muito complicado entender quando dizemos algo sem pensar ou dizemos apenas para seguir a opinião da maioria, ou ainda, dizemos que aceitamos apenas para dizer que somos diferentes da maioria que certamente não aceitaria.
Desculpe, mas qualquer das respostas dadas acima é destituída da verdade e quando essa situação ocorrer em sua vida, talvez você se sinta predisposto a agir como a maioria: repudiará a pessoa que “abandonou” a fé familiar que você tanto “presa”.
Você se sentiu ofendido com essa afirmação? Por favor, não se ofenda, pois estamos apenas analisando o comportamento da maioria das pessoas não apenas no Brasil, mas praticamente em todo o Planeta.
Alguns grupos religiosos chegam ao ponto de matar o “herege” que abandonou suas fileiras. Outros mais extremistas preferem acabar com toda a família, para que o “maldito” exemplo deixado pelo “herege” nunca mais seja seguido.
Você duvida do que estou falando?  Acha que estou sendo radical? Não duvide; isso de fato acontece em diversos grupos religiosos espalhados pelo mundo e como nosso propósito não é discutir se essa ou aquela religião é a correta não vamos mencionar nenhuma delas, não apenas por uma questão de ética, mas porque entendemos que todo justo terá lugar no “mundo vindouro” e para que uma pessoa seja considerada “justa” diante dos homens e de Deus, não precisará necessariamente estar vinculada à religião predominante, pois Deus criou a todos com as mesmas possibilidades e ama a todos indistintamente. Você não concorda com isso? Tudo bem, não se preocupe, podemos continuar amigos, independentemente das opiniões que tenhamos em relação a essa e tantas outras questões...
Conheço uma pessoa que, ao longo da vida, se preocupou em ajudar as pessoas em todos os sentidos: materiais, pessoais e espirituais. Seus amigos e familiares a tinham na cota de uma pessoa altamente culta, espiritualizada e seu desprendimento pelas coisas materiais era até mesmo questionado em determinadas situações, pois embora nunca tenha deixado sua família desamparada, concedendo-lhe sustento material, afetivo e espiritual, ainda assim diziam que ele se preocupava demais com as pessoas de fora. Na verdade “essas pessoas de fora” eram órfãos, idosos instalados em asilos com precárias condições de higiene e saúde, famílias desamparadas que não viam perspectivas de futuro se não fossem ajudadas e orientadas por ele e seus amigos.
Lembro-me de que em certa época esse amigo ficou desempregado por quatro meses e apesar dos “apelos” e “justificativas” dos amigos dizendo que ele poderia se beneficiar dos donativos que eram destinados e depositados na Entidade que ele havia criado para ajudar aquelas pessoas, ele nunca se beneficiou sequer de “um grão de arroz” e dizia que Deus haveria de dar-lhe condições para conseguir um novo emprego e que aquelas pessoas dependiam exclusivamente da ajuda que conseguia através de doações que ele mesmo buscava e cobrava de seus patrocinadores.
Durante muitos anos esse amigo serviu de ícone para tantos que desejavam ser como eles o rotulavam: “espiritual, desprendido de coisas materiais e que pensava em primeiro lugar em manter a sua família e em segundo lugar ajudar ao seu próximo como Deus espera de todos nós. Dizia que isso com certeza era a sua missão na Terra”. Era isso que todos pensavam a seu respeito, apesar dele nunca ter concordado e sempre dizer que era apenas um instrumento Divino para ajudar aquelas pessoas e que cada um de nós poderia não apenas ser igual a ele, mas superior a partir do momento que buscassem se colocar no lugar dos que tanto necessitavam. Dizia que “se não se dispusesse a ajudar, Deus levantaria outro num piscar de olhos”.
Sempre questionador e estudioso das questões Divinas, em determinado momento de sua vida, procurando entender os motivos de não ser capaz de compreender a Teologia que lhe fora ensinada até então, buscou em suas raízes ancestrais a resposta para essa “insatisfação” e chegou à conclusão de que o problema não estava no fato de querer ajudar seu próximo como tinha feito até então, mas na forma de entender Deus, de saber como Ele de fato é, sem as fantasias Teológicas que ouvirá até então. De posse desse conhecimento e com o coração puro e entregue ao Criador decidiu que a Ele se entregaria e serviria em um novo contexto Teológico.
Quando comentou com parentes, amigos e líderes eclesiásticos constituídos, todos foram unânimes em afirmar que ele enlouquecera. Que não era crível que alguém com uma formação Teológica Ortodoxa como ele tivera, pudesse concluir que tudo que aprendera até então havia sido insuficiente para confirmar a fé familiar e deixá-lo em paz em seu relacionamento com o Criador.
Ele amável e educadamente confirmou que seus estudos o levaram a crer que tudo que aprendera até então era falso, fruto da imaginação humana e que o corpo Teológico/Doutrinário que recebera por tantos anos não passava de ilusão dos que ainda continuavam nele, mas tranquilizou seus amigos (opositores na verdade) dizendo que não tinha nenhum propósito ou desejo de criar um cisma entre os amigos da antiga fé ou de sua família, que desejava que todos fossem felizes e servissem a Deus da maneira que achassem melhor e que de forma alguma tentaria fazer prosélitos.
Isso em nada adiantou. Seus familiares passaram a tratá-lo de forma diferente. Se em determinados momentos não eram agressivos, debochados e sarcásticos em suas críticas, eram no mínimo indiferentes em relação à sua presença e entreolhando-se comentavam à miúda, sua nova maneira de se vestir, de pensar e de falar.
No começo ele entendeu que poderia contornar essa situação, mostrando que ainda era o mesmo e que apenas não cria em Deus da mesma maneira que antes, mas isso em nada o ajudou no difícil impasse. Embora ainda viva com sua esposa, na mesma casa, apesar de dormirem em quartos separados, seu casamento acabou e o que ficou de tantos anos de convivência foi apenas a presença dos netos tão queridos, pois uma de suas filhas que ele tanto ama, o trata com tamanha indiferença que muitas vezes o levou a questionar se ela realmente o amava como ele a ama.
Sua situação hoje em relação à família é a de quem se sente um intruso em sua própria casa, mas ele segue firme, na certeza de que Deus haverá de lhe dar descanso e sua esperança é de que seus netos no futuro, quando crescerem, embora não concordem com sua maneira de buscar a Deus, pelo menos a respeitem e reconheçam que ao longo de suas vidas receberam apenas amor de alguém que o restante da família tanto desprezava. Ele está cada vez mais convicto de suas posições Teológicas e continua orando ao Eterno, não para que ele “converta” sua família, mas para que todos o vejam apenas como membro dela e que respeitem sua maneira de pensar e crer.
Querido leitor, essa situação aparece com mais frequência do que podemos imaginar. Vivendo em uma sociedade que deseja impor suas “convicções” e “certezas” a todo custo, independentemente se elas irão ou não ferir outras pessoas e deixar sequelas por muitas gerações, precisamos dar um basta nessa atrocidade social que deseja impor aos demais aquilo que pensamos e acreditamos como sendo a única” posição confiável.
Deus criou todas as pessoas com as mesmas condições e possibilidades para se relacionarem com Ele da melhor maneira possível e não estabeleceu que esta ou aquela forma de credo religioso é a correta, mas que todos nós deveríamos colocá-LO em primeiro lugar em nossas vidas e que em seguida deveríamos olhar e cuidar de nosso próximo porque ele também havia sido criado e é amado por Ele.
Está mais do que na hora de revermos nossos conceitos de fé e entender que a religião deve ser em primeiro lugar um elo que une ou “religa” a criatura ao seu Criador, mas que esse relacionamento espiritual deve ser promovido em quanto ainda estivermos vivos e involuntariamente passa pelo nosso comportamento e relacionamento com o nosso próximo.
O que mencionei acima não é uma “estória” para demonstrar a indiferença e o confronto pelos quais muitos passam, mas é a história de uma vida dedicada a servir ao Criador e ao próximo que não consegue muitas vezes conviver em paz e harmonia com aqueles há quem tanto ama e a quem Deus lhe confiou.
Pense em tudo que dissemos e analise se seu comportamento não é semelhante ao dos que isolam, denigrem ou até mesmo tornam insustentável a vida de alguém próximo que decidiu após analises Teológicas seguir uma fé distinta da sua.

Deus não pertence a este ou àquele grupo em particular, mas rege igualmente o Universo e tudo que criou e Seus “ouvidos” estão atentos ao clamor de todos aqueles que O busquem com sinceridade no coração e firme desejo de cumprir a Sua vontade.

Ben Baruch

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Melhorando a cada dia


Melhorando a cada dia

Assim como existe um novo amanhecer, também a vida se renova a todo instante convidando-nos a nos tornarmos melhores do que fomos no dia anterior. Se essa regra se aplica à natureza, que apesar dos desmandos e negligências do homem, continua existindo e resistindo, o que não dizer em relação à nossa própria vida?
Assim como a natureza, também temos a capacidade de nos modificar e de nos moldar às situações, para delas extrair o melhor. Deus nos deu essa capacidade. Depende apenas de nós mesmos.
Temos essa maravilhosa capacidade de transformar condutas equivocadas em atitudes concretas que nos ajudem a ter uma compreensão melhor da vida, das pessoas e do mundo que nos cerca. É para isso que existe o amanhã.
Alguma coisa aconteceu e tem tirado a sua paz e a sua confiança em Deus?
Sua fé tem estado vacilante e parece não haver luz no fim do túnel?
Você agiu impensadamente e essa atitude gerou prejuízos emocionais e financeiros a ponto de fazer com que pessoas próximas não sintam mais tanto prazer em estar em sua companhia?
Se tudo isso tem acontecido e você tem ficado triste e desesperançado, acreditando que o pior sempre acontece com você e que não há a menor possibilidade de voltar a ser feliz, próspero e acima te tudo: estar conectado a Deus como antes, saiba que essas adversidades ocorrem a todo ser humano, em maior ou menor grau, mas felizmente, não são eternas.
Cada um, à sua maneira, as enfrenta segundo as suas próprias forças, concepções ou modo de vida e muitos  preferem superá-las apenas confiando em si mesmos. Pode ser que consigam obter êxito, pois o Deus nos concedeu a sabedoria e a força necessárias para enfrentar e superar todas as adversidades que nós mesmos criamos. Essa é uma verdade incontestável, muito embora, como um sistema de “autodefesa” preferimos responsabilizar outras pessoas pelo que nos aconteceu. A maioria dos problemas e conflitos que surgem em nossas vidas são criados por nós mesmos, Deus apenas permite que eles ocorram para que possamos crescer como seres humanos e que possamos nesses momentos nos aproximar dEle com mais intensidade e principalmente: sinceridade.
Aqui reside a diferença dos que confiam em Deus e procuram fazer tudo para viver segundo a Sua vontade. Eles confiam plenamente em Deus e sabem que no momento apropriado o problema será resolvido e apesar de se abaterem – o que é natural, visto que somos humanos – eles não se deixam prostrar diante dessas adversidades.
Você não tem conseguido enfrentar os problemas como gostaria porque não se sente forte o suficiente ou acredita que os dias bons nunca mais retornarão á sua vida?
Caro amigo, não se deixe abater pelo que aconteceu. Procure não trazer para o seu dia a dia e na convivência com as pessoas o problema que tanto o angustiou. Ele faz parte do passado, deixe-o lá, para que sirva apenas de aprendizado. Como um exemplo a não ser seguido, para que não ocorra novamente.
O Salmista David disse (Salmos 30:5): “Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.”
Sim, a alegria que Deus nos concede a cada manhã é a oportunidade de recomeçar, de mudar as nossas atitudes equivocadas e buscar uma nova compreensão da vida e de nossa relação com Ele e com o nosso próximo.

Um novo dia é a oportunidade que o Eterno nos concede para alterarmos o curso de nossa história. Somos responsáveis pelas linhas que a compõe. 
Muita paz a todos! 

Ben Baruch

domingo, 4 de agosto de 2013

O silêncio das palavras


O silêncio das palavras

Frequentemente encontramos pessoas que por terem facilidade para se expressar, acabam falando muito mais do que deveriam. Ufanam-se por dominarem o idioma e criticam os que têm pouca ou nenhuma cultura. Invariavelmente, essas pessoas se sentem as mais importantes do mundo, mesmo quando exprimem suas ideias em terreno desconhecido.
Quando estão diante de situações adversas procuram conduzir o diálogo para terrenos que conhecem, fazendo com que todas as atenções sejam canalizadas nelas, que os holofotes as iluminem e que os presentes possam “usufruir” de toda a capacidade e brilhantismo com que seus conceitos e conhecimentos são expostos. Já dizia tão brilhantemente inspirado o Rei Salomão: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade.” (Ec 12.8). Sim, pura vaidade, pois mesmo que essas pessoas possuam a capacidade intelectual que dizem possuir, deveriam espalhá-la de forma construtiva, a fim de que todos pudessem se beneficiar.
Pessoas assim, normalmente falam mais do que deveriam e acabam despertando em seus ouvintes um misto de admiração por um lado e de indiferença por outro, pois monopolizam em torno de si a atenção dos presentes e muitas vezes falam tanto que seus interlocutores simplesmente são forçados a ficarem calados; aquilo que inicialmente deveria ser um diálogo transforma-se em um monólogo cansativo e desagradável.
Existem momentos em que o silêncio é a maior das virtudes e pode nos ajudar muito mais do que a verbalização do que pensamos.
Manejar o silêncio é mais difícil que manejar a palavra. Lembre-se: “Melhor ser senhor de seus pensamentos do que escravo de suas palavras!”
Como nos ensina Salomão:
“Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens; veio contra ela um grande rei, sitiou-a e levantou contra ela grandes baluartes. Encontrou-se nela um homem pobre, porém sábio, que a livrou pela sua sabedoria; contudo, ninguém se lembrou mais daquele pobre. Então, disse eu: melhor é a sabedoria do que a força, ainda que a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas. As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos.” (Ec 9.14-17)

Saber ouvir é tão importante quanto falar. Pense nisso! Ouça com atenção e quando solicitado a dar sua opinião, faça-a de forma clara, para que todos entendam e possam dela se beneficiar.


Muita paz a todos!

Ben Baruch

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ouvidos atentos!


Ouvidos atentos

Percorrendo o universo virtual percebemos com frequência que não é difícil encontrar amigos que curtam ou compartilhem nossos momentos felizes. Alguns até mesmo comentam as postagens, elogiam as fotos e parecem concordar com as mensagens que disponibilizamos.
É certo também que na maioria das vezes nem param para analisar ou refletir sobre o que publicamos, mas como são nossos amigos querem deixar registrado em nossas páginas que compartilham de nossas opiniões. Mesmo que não haja profundidade, já é um bom sinal e de certa forma os mantém atualizados.
Infelizmente, no mundo real onde as coisas de fato acontecem não os encontramos na mesma proporção, principalmente quando a tristeza, a incerteza e a decepção nos alcançam. Parece um contrassenso, mas é verdadeiro e não deveria ser assim. Muitos dizem que não estiveram ao nosso lado porque não saberiam o que dizer num momento tão difícil, tão pessoal, ou seja: não conseguiriam nos aconselhar nem nos consolar. É uma pena...! No fundo, eles não sabem que estão dizendo!
Com apenas um clique no mouse demonstram estar ao lado dos amigos, mas não sabem que em determinadas situações tudo que um amigo em dificuldades precisa é de seu ouvido atento.
Em certas ocasiões, ouvir com atenção ainda é o melhor remédio!
Atenção. Essa é a palavra chave desse relacionamento. Não basta ouvir por educação”, mas é preciso ouvir com atenção”
Talvez, essa indiferença aconteça porque hoje em dia a palavra “amigo” esteja um pouco desconectada de seu verdadeiro significado.
Não é difícil perceber nas páginas pessoais de algumas pessoas que elas possuem centenas e até milhares de “amigos” e outros, com certeza, ainda serão acrescentados. Certamente muitos dos que constam ali são realmente amigos, mas será que podemos chamar a todos dessa forma?
Acredito que não.
Lembro-me de um ensino muito importante que um ancião de cabelos brancos me deu quando eu disse que iria me encontrar com um amigo.
Ele me perguntou o tipo de relacionamento que eu tinha com esse amigo e ao final me disse: Infelizmente, são poucos os que podemos chamar de amigos, alguns não passam de colegas, assim como o seu amigo e a grande maioria são apenas conhecidos, porque: colegas são aqueles que temos no trabalho ou na escola; conhecidos são os que encontramos e conversamos às vezes na vizinhança ou no clube que frequentamos, mas os amigos, na verdadeira acepção da palavra, são aqueles que estão conosco em todos os instantes, sejam eles alegres ou não. Sua mão estará sempre estendida e seu ombro e ouvidos disponíveis.
Quer demonstrar amizade sincera?

Busque ouvir aqueles a quem você considere como amigos e mesmo que você não consiga ajudá-los, tenha a certeza de que a oportunidade que você lhe concedeu de ser ouvido o ajudará a encontrar o caminho para a solução de seu problema.

Muita paz a todos!

Ben Baruch 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Você é especial!


Você é especial!

            Sabia que você é uma pessoa especial?
Sabia que você é considerada como a coroa da criação e quando Deus “abre” Seus olhos é você quem Ele vê primeiro, pois você é como as meninas dos olhos de Deus?
Assim como você, todos nós, sem exceção, fomos criados à imagem e semelhança de Deus, mas apesar de todas essas qualificações e cuidados Divinos, parece que nem sempre as coisas ocorrem como gostaríamos, não é verdade?
Pois é...
Sei que você, assim como todos os habitantes do planeta passa por momentos felizes e também por momentos difíceis e duros de serem enfrentados e superados.
Se isso estiver ocorrendo ou vier a ocorrer em sua vida não sofra em demasia. Quando as tribulações aparecerem, lembre-se dos momentos alegres que viveu. Os momentos alegres são para serem aproveitados ao máximo, pois eles nos sustentarão quando os tristes aparecerem, sendo assim viva-os intensamente.
Estranhamente, em nossa caminhada pela vida, vivemos esse paradoxo existencial e às vezes, irrefletidamente, damos mais importância aos acontecimentos tristes do que aos felizes, pois, infelizmente, as experiências negativas costumam criar cicatrizes mais profundas, não apenas no corpo, mas principalmente na Alma.
Quando isso ocorrer com você tenha sempre em mente que você é especial, sendo assim reflita o amor de Deus que há em você alegrando-se dia a dia e agradecendo-Lhe por todas as oportunidades que a vida te concedeu para ser feliz e buscar ao seu Criador.
Lembre-se, que assim como a própria vida, devemos exercitar esse sentimento de louvor, adoração e gratidão pelas bênçãos recebidas através das experiências que vivemos. Todas, sem exceção, contribuirão para o nosso crescimento pessoal e espiritual.

           Muita paz a todos!
Ben Baruch


terça-feira, 25 de junho de 2013

Superação


Superação

Todos nós, salvo raras exceções, temos sonhos que passam pela vida pessoal, familiar ou profissional e esperamos que se concretize o quanto antes. Apesar de nossos mais sinceros esforços, muitas vezes temos medo de buscá-los e torná-los realidade em nossas vidas. Frequentemente temos receio de fracassar e servir de piada para todos que nos conhecem. Se isso ocorrer com você, procure não pensar assim, pois só uma coisa torna o sonho impossível de se realizar: o medo de fracassar. Grandes personagens da História mundial passaram por experiência parecida e apesar de alguns tropeços, que muitos chamaram equivocadamente de “fracassos”, não desanimaram e foram tentando até serem vitoriosos.
Abraham Lincoln (1809-1865) foi um desses exemplos de superação: Filho de paupérrimos lavradores, aos sete anos foi para Indiana com a família, em busca de melhores condições de sobrevivência. Aos nove anos perdeu a sua mãe. Perdeu o seu emprego quando tinha vinte anos de idade. Desejou ir para uma Faculdade de Direito, mas não conseguiu. Aos vinte e três anos, juntamente com um sócio, abriu uma pequena loja. Três anos mais tarde o sócio morreu e uma grande dívida levou anos a ser paga. Teve quatro filhos, mas apenas um viveu até à maturidade. Aos trinta e cinco anos a sua esposa faleceu. À terceira tentativa foi eleito para o Congresso, mas aos trinta e sete anos perdeu a reeleição. Quando tinha quarenta e cinco anos, candidatou-se ao Senado e perdeu. Aos quarenta e sete anos tentou a Vice-Presidência e perdeu. Dois anos mais tarde perdeu novamente como candidato ao Senado. Mas, aos cinquenta e um anos foi eleito Presidente dos Estados Unidos.
16º Presidente norte-americano, considerado por muitos o maior presidente. Foi ele quem aboliu a escravatura nos EUA. É considerado um dos inspiradores da moderna democracia e uma das maiores figuras da história.
Como você pode perceber, adversidades acontecem a muitos, porém poucos as enfrentam com coragem e determinação. Adversidades existem para o nosso crescimento e precisam ser superadas e vencidas. Coragem!! Vá em busca de seus sonhos. Se eles conseguiram, você também pode conseguir. Apenas tente novamente. Você é capaz de torná-los realidade!
            Muita paz a todos!


Ben Baruch

terça-feira, 18 de junho de 2013

Le Chaim! Vivam e celebrem à Vida!



Le Chaim!  Vivam e celebrem à Vida!

A vida é um bem precioso. Provavelmente você já tenha ouvido essa frase centenas de vezes, mas, talvez, em nenhuma delas tenha parado para prestar atenção acerca de sua veracidade e profundidade.
Ao longo da vida, nos acostumamos a ouvir muitas coisas sem analisar e frequentemente armazenamos muito pouco das informações recebidas.
A vida e o direito de viver são dádivas exclusivas de Deus e apesar de sabermos de sua importância, passamos a maior parte de nossas vidas procurando adquirir bens que, depois que os conquistamos, percebemos que não tinham realmente a importância que pensávamos que teriam.
Isso é muito comum, principalmente quando ainda somos adolescentes, onde parece não haver limites estabelecidos que nos satisfaçam, quer no terreno pessoal quer no sentimental, mas, para alguns, isso também ocorre com a mesma frequência na fase adulta. Acreditamos que podemos conquistar tudo num simples piscar de olhos, como num passe de mágica, mas com o tempo e com a satisfação que inicialmente nos proporcionaram quando foram adquiridos, acabamos nos conscientizando de que aquilo que julgávamos essenciais para nossas vidas, na verdade, não passava de quinquilharias, fruto do marketing que nos atinge diariamente em todas as mídias e redes sociais.
Paremos um pouco para pensar a respeito de coisas que realmente valem à pena:
Há quanto tempo não observamos as belezas da natureza criada por Deus?
O Sol está sempre lá aquecendo nosso Planeta. O ar que respiramos está sempre disponível para que possamos sobreviver apesar de muitas vezes estar carregado de monóxido de carbono – essa parte é por nossa própria culpa, Deus não tem nada a ver com isso!
Há quanto tempo não abraçamos um amigo (a) e dizemos o quanto ele (a) é importante para nós? Talvez ele, assim como nós, esteja esperando que demos o primeiro passo, o primeiro telefonema, o primeiro e-mail ou SMS. Dizemos que ninguém lembra de nós, mas nós também, muitas vezes, não demonstramos que queremos proximidade e lembrança aos que amamos.
Há quanto tempo não refletimos acerca dos benefícios que a Divina providência nos agraciou ao longo dos anos? Olhe para você nesse momento. Você foi criado á imagem e semelhança de Deus e desde o seu nascimento Ele tem feito tudo para que você seja feliz e sinta-se realizado, mas infelizmente, algumas vezes você não correspondeu a essa expectativa e acabou trocando os pés pelas mãos, mas Ele está sempre ali e se você fizer um balanço de sua vida verá que Ele cumpriu o que se esperava dEle e o que deu errado tenha sido a oportunidade que você perdeu para se conectar a Ele e se beneficiar do que Ele te disponibilizou.
Resumindo: Há quanto tempo não agradecemos a Deus pelo dom da vida que nos concedeu?
Ao despertar pela manhã, juntamos nossas mãos, inclinamos nossa cabeça para a frente e pronunciamos a nossa primeira oração ao Eterno expressando a Ele toda a nossa gratidão pela nova oportunidade que nos concede para vivermos uma vida plena e nos aproximarmos ainda mais dEle. Dizemos: “Modê ani lefanêcha, Mêlech Chai vecayam, shehechezárta bi nishmati bechemlá. Rabá emunatêcha.” Ou seja: Sou grato a Ti, ó Rei vivo e eterno, por ter restaurado dentro de mim minha alma com misericórdia. Grande é Tua confiabilidade.”
Sim! Grande é a confiança que temos no Eterno e em tudo que Ele nos concede por acréscimo do Seu infinito amor.
Lembra-se de quando ainda éramos crianças e tudo à nossa volta parecia ser maravilhoso, intrigante e desafiador?
Pois é, a vida continua a mesma, nós é que a vemos de maneira diferente. Olhamos para ela como se fosse um fardo pesado e sem serventia que precisa ser transportado de um lado ao outro independentemente de nossa vontade.
Sei que a vida para alguns parece ser muito difícil de ser vivida, porque às vezes, tudo parece conspirar para que não tenhamos paz e para que nos sintamos fracassados por não termos tido condições de adquirir aquilo que pensávamos ser importante para nossa evolução pessoal.
Se isso aconteceu ou está acontecendo com você, tenha a certeza de que há solução para esse problema existencial que tem repercutido negativamente em sua vida. Acredite: você pode reverter esse quadro. Cada vez que abrimos mão de algo que desejamos em favor de algo mais valioso, nos tornamos pessoas mais fortes. Tenha isso em mente. Busque valores internos. Adquira valores espirituais, conhecimento e amigos verdadeiros, pois são indestrutíveis e eternos e ninguém será capaz de arrancá-los de você.
Ainda muito jovem ouvi um conselho de meu avô, de abençoada memória, que apesar de ser iletrado me disse: adquira o maior conhecimento que puder, pois tudo aquilo que você aprender nunca será tirado de você. Esse será o seu maior tesouro: a cultura é um bem eterno!” Ele tinha razão e hoje digo o mesmo a você.
A vida está aí para ser vivida com alegria e festejada com intensidade para que os bons frutos que ela nos proporciona sejam doces e saborosos a fim de que possamos glorificar ao Deus que nos criou.
Le Chaim Chaverim! Vivam e celebrem a vida amigos!



Ben Baruch

sábado, 15 de junho de 2013

Aprendendo a agradecer




Aprendendo a agradecer

De há muito o mundo se tornou uma verdadeira “aldeia global”. As distâncias foram encurtadas através de aeronaves cada vez mais sofisticadas e velozes; e a comunicação tornou-se online.
Diante desse enorme aparato tecnológico é comum, nos dias de hoje, vermos pessoas que não medem esforços para alcançar status social e conquistar bens materiais. Fazem disso o ideal de suas vidas e muitas se questionam: "Como posso conseguir tudo aquilo que desejo?", quando deveriam perguntar: "Como posso apreciar e agradecer tudo aquilo que já tenho?".
Infelizmente, muitos pedem, mas poucos agradecem. Talvez por pensarem que tudo que conseguiram tenha sido apenas por seus próprios esforços, sem que houvesse sequer um mínimo da ação Divina disponibilizando meios para que seus projetos fossem coroados de êxito.
Não é errado desejar progredir na vida e se beneficiar do conforto e das facilidades que o progresso nos oferece e nem estará errado aquele que deseja possuir bens que seus esforços pessoais e profissionais possibilitaram através de um trabalho digno e honesto, mas aprendendo a dar valor e a agradecer a Deus pelo que já possuímos nos tornaremos menos apegados a esses bens transitórios. A velha máxima de que “no mundo tudo é passageiro” nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje. Pensemos nisso!



Ben Baruch


sexta-feira, 24 de maio de 2013

A luz de Israel sempre brilhará



Conta-se que, certa vez, ao passar por uma rua de Paris, Napoleão ouviu judeus se lamentarem em uma sinagoga. Era a noite de Tishá b’Av. Entrando na sinagoga, perguntou-lhes por que choravam, prometendo vingança contra aqueles que os haviam feito sofrer. Os judeus responderam que era tarde para tanto: a tragédia ocorrera havia muitos séculos. Naquela data, 1700 anos antes, o Templo Sagrado de Jerusalém fora destruído e, o Povo Judeu, exilado de sua terra. Ao ouvir aquilo, Napoleão declarou: “Um povo que, passados quase dois mil anos, se lamenta por sua terra e seu Templo, certamente merecerá vê-lo reconstruído”.

Durante as Três Semanas de Luto, que se iniciam no dia 17 de Tamuz e se encerram no dia 9 de Av, este ano nos dias 8 e 29 de julho, respectivamente, o Povo Judeu lamenta a queda do Templo Sagrado, a destruição de Jerusalém e a sua dispersão pelos quatro cantos do mundo. Durante quase 2.000 anos, vivemos fora de nossa Pátria ancestral, mas a levamos conosco, na memória e no coração, juntamente com a lembrança de nossa Capital Eterna, Jerusalém, e de nosso Templo.

Há uma ligação, eterna e inquebrável, entre a alma coletiva do Povo Judeu, a Terra de Israel e Jerusalém. Há um vínculo espiritual que nos liga a essa Terra. A ligação de nosso povo com a Terra de Israel permeia também a Torá. Praticamente todos os seus versículos a mencionam. Por esse motivo, os que almejavam fundar um Estado Judaico se recusaram a estabelecê-lo em qualquer outro lugar.

Israel é nosso lar ancestral e eterno, é o lugar na Terra onde mais paira a Presença Divina e, acima de tudo, é o segredo para o futuro do Povo Judeu e de toda a humanidade.

Não é apenas o Povo Judeu que não consegue viver sem a Terra de Israel. Eretz Israel também sofre com a ausência de seu povo. Evidência disso é que durante os 2000 anos de exílio judaico, a Terra foi negligenciada, tornou-se árida, e em nenhum momento de sua história foi um país soberano.

Neste último Yom Yerushalaim, Dia de Jerusalém, o Presidente Shimon Peres declarou que, ao longo dos últimos 4000 anos, 22 impérios tentaram conquistar Jerusalém. Contudo, apenas o Povo Judeu fez da cidade a sua capital: foi o Rei David quem escolheu Jerusalém como a capital do seu império. Desde a queda de Jerusalém, a Cidade Sagrada, nunca mais foi declarada capital de nenhum outro país. Foi apenas com a criação do Estado de Israel que Jerusalém reconquistou seu lugar de honra como sede de governo de um país soberano. Muitos povos declaram seu amor por Jerusalém, mas apenas os judeus sempre a consideraram sua Capital Eterna.

É interessante notar que não são apenas os judeus os que creem que a presença judaica na Terra de Israel, particularmente em Jerusalém, seja o segredo para a redenção da humanidade. Milhões de cristãos ao redor do mundo apoiam Israel por acreditar que o retorno dos judeus a Israel seja uma condição necessária para a chegada da era utópica para toda a humanidade.
Ao mesmo tempo, não nos deve surpreender o fato que aqueles que alimentam a escuridão no mundo, sonhem em extirpar os judeus de lá.

Mas apesar dos desafios e ameaças, a luz de Israel se torna cada dia mais forte e Israel há de triunfar sobre toda a escuridão.
Vicky Safra

Fonte: Revista Morashá

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O que podemos esperar do amanhã?


O que podemos esperar do amanhã?


Gosto muito de buscar exemplos na vida de homens e mulheres que têm amor e temor a Deus, principalmente aqueles narrados na Bíblia.
Um deles é o rei Davi. Na verdade um dos melhores exemplos, pois no fundo era um homem como outro qualquer, no que diz respeito a cometer erros e acertos e ter a honestidade para aceitá-los e revelá-los.
Por essa razão, os Salmos escritos por ele falam alto ao coração de todos nós, porque Davi escrevia sobre aquilo que estava passando. Eram experiências pessoais.
Foi com este sentimento que Davi escreveu no Salmo 14:
“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem. Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.”

Este Salmo é um misto, não apenas de medo e desespero, mas também de esperança em dias melhores.
Davi já havia passado por tantas dificuldades, por tantas traições e perseguições que não via a hora em que Deus estabelecesse para sempre o Seu reino neste mundo e que finalmente todos pudessem viver em paz e harmonia.
Davi começa confrontando o pensamento e a forma de viver daqueles que não temem a Deus e a reação de seu povo diante dEle.
Chegamos a um nível em nossos dias, em que a maioria das pessoas chega mesmo a duvidar da existência de Deus.
A violência e as desigualdades sociais são muito grandes. Exemplo disso são os sofrimentos impostos por aqueles que possuem mais recursos financeiros sobre os que possuem pouco ou nenhum recurso.
Inconcebivelmente existem pessoas que se dizem ateus convictos, que negam totalmente a existência de Deus, que confiam somente em suas capacidades humanas e intelectuais. São pessoas que se consideram superiores e como diante das coisas espirituais se perdem num labirinto de suas próprias convicções, preferem negá-las a enfrentarem a realidade de que suas ponderações são infundadas e fundamentadas apenas em hipóteses construídas por suas mentes egoístas e orgulhosas que não aceitam que exista um Ser Superior que governe o Universo e tem Suas próprias leis e princípios.
Por acreditarem apenas em suas potencialidades e por entenderem que a vida do homem está circunscrita à vida terrena, praticam toda sorte de abominações contra o seu próximo. O que acontece ao seu redor não tem nenhuma importância. Para eles o que realmente importa é a sua própria vida. Seu provérbio preferido é: Cada um por si e que vença o melhor.”
Esse é o tipo de raciocínio e sentimento que move o homem natural e não precisamos ir muito longe para verificar que isso é verdadeiro. Basta andar pelas ruas de nosso bairro: Vizinhos que nem se olham no rosto, quando muito dão um “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”. Alguns até têm a “preocupação” de perguntar se vai “tudo bem”, mas estão tão apressados que nem esperam para saber a resposta. Não existe um diálogo fraterno, apenas um monólogo indiferente. Essa situação não é muito diferente em alguns lares, onde a demonstração de amor e entrega transformou-se em indiferença e disputa. Ninguém se entende. Não existe interação. Quando não se tratam com gritaria e ofensas, muitas vezes nem conversam.
No trabalho, nem precisamos comentar muito. A maioria quer o lugar do chefe ou do patrão. Todos querem ter uma condição de vida melhor. Muitos dizem: “Foi para isso que estudei? Eu trabalho feito louco e no fim acabo fazendo tudo, e esse idiota (referido-se ao superior) não faz nada e ganha três vezes mais do que eu.”
Esse era também o ambiente na época em que Davi escreveu esse Salmo e é nesse mesmo contexto que vivemos hoje. Época de maldades sem limites, onde a vida humana não vale absolutamente nada. Época onde se tira a vida do semelhante por puro prazer e no caso de nosso país pela certeza da impunidade, principalmente por parte dos adolescentes isso fica mais evidente.
Esse Salmo nos ensina algumas coisas acerca do que podemos esperar do amanhã.
Em primeiro lugar, ensina que apesar da maldade do homem, Deus continua a vir ao seu encontro.
Deus tem prazer em abençoar, isto é fato incontestável para nós que cremos na Sua existência e por essa razão está sempre procurando uma oportunidade para derramar do Seu Amor sobre nós, independentemente da condição social, racial, credo religioso ou conhecimento Teológico que tenhamos.
Deus é Justiça, Paz, Imutável, Onisciente, Onipotente, Todo-Poderoso, mas o que mais me anima a buscá-LO é saber que Ele é Soberanamente Bom e o tamanho de Seu Amor por nós é inimaginável por nossa mente limitada.
Deus não criou o homem para viver no pecado nem para viver em sofrimento. Não o criou para matar seu semelhante ou para humilhá-lo. Ele o criou para ter uma vida feliz. Criou-o para ter comunhão com Ele, criou-o para o louvor de Sua Glória. Criou-o para ter intimidade com Ele.
Talvez você esteja passando por algumas dessas situações que mencionamos. Se estiver, tenha a certeza de uma coisa: Deus se preocupa com você e vem ao seu encontro todos os dias. Nesse exato momento, aí mesmo onde você está, Ele está ao seu lado para demonstrar todo o Seu amor. Por essa razão abra o seu entendimento. Abra o seu coração porque Ele quer te abençoar grandemente. É da “natureza” Divina: Ele é abençoador e tudo o que Ele criou é bom, sendo assim você é importante para cumprir os propósitos Divinos em sua vida.
Sabemos que ninguém consegue mudar da noite para o dia, mas precisamos começar a mudança o quanto antes. Precisamos dar o primeiro passo e seguir adiante sem nos preocupar com o que deixamos para trás.
Comece a pensar nisto. Comece a mudar os seus pensamentos, o seu modo de falar e agir. Comece a buscar a Deus. Tenha o desejo de mudar, porque dos céus Ele está olhando para cada um de nós, procurando quem entenda, procurando se há quem O busque com um coração sincero.
Em segundo lugar, ensina que na busca desesperada de encontrar a Deus acabamos, muitas vezes, nos afastando dEle.
Às vezes, desejando encontrá-Lo acabamos trocando os pés pelas mãos. Ao invés de buscarmos a Deus em Espírito, através do estudo de Sua Palavra, da oração e de sua aplicação em nossas vidas, acabamos tentando buscá-lO através de doutrinas e movimentos que nunca nos conduzirão a Ele.
Às vezes, no desejo de buscar uma coisa boa, prazerosa e espiritual, acabamos encontrando coisas ruins que vão nos conduzir não apenas ao afastamento da presença de Deus, mas até mesmo à morte física.
Hoje em dia existe uma imensidão de doutrinas que se proclamam as mais espirituais ou que garantem que através do cumprimento de seus ensinamentos seremos conduzidos a Deus, mas apesar de algumas delas conterem alguns ensinamentos parciais sinceros, depois de analisados percebemos que estão sempre condicionadas aos caprichos humanos de seus líderes.
Desde que os primórdios da criação, o homem busca aproximar-se de seu Criador. No início, acreditava que pudesse consegui-lo através de sacrifícios humanos e que, em assim procedendo, Deus pudesse se agradar deles. O homem criou inúmeros deuses na esperança de que eles pudessem resolver seus problemas mais íntimos, mas nessa intenção de aproximação, acabou se distanciando ainda mais de Deus.
Hoje, ainda existem doutrinas que tentam se aproximar de Deus através das observâncias mais esdrúxulas e sem o menor sentido. Existe uma enxurrada tão grande de seitas que seriam necessários bilhões de deuses para que cada um pudesse ter o seu próprio deus, como acontece na Índia e em tantos países.
Na Índia existem milhões de deuses, cada família tem o seu. Eles veem Deus nos insetos, aves, animais. Se olhassem para essas criaturas como tendo sido criadas pelo verdadeiro Deus, estariam certas, mas erram ao crerem que elas são o próprio Deus.
Em terceiro lugar, ensina que Deus é a nossa salvação, o nosso socorro bem presente.
Davi lança um grito desesperado, esperando o socorro Divino.
Apesar de conhecer até que ponto iria a maldade humana, Davi esperava confiantemente que Deus enviaria um redentor para o povo e desejava que isso ocorresse o quanto antes.
Deus conhece o sofrimento do homem e quer esta aproximação. Está sempre aguardando com os braços e ouvidos abertos para atender ao clamor dos que O buscam com inteireza de coração e desejo sincero de mudança.
O que é que Deus exige de nós para que esse encontro se realize? Financeiramente: NADA. Materialmente: NADA.
O que exige de nós é q cumpramos os ensinamentos que nos entregou. Exige de nós uma mudança de vida. Quer o nosso coração entregue totalmente a Ele.
O mundo chora as suas crises. Se procurarmos, veremos que hoje mesmo, em diversas partes do mundo, muitos estão passando por elas e não sabem como enfrentá-las e vencê-las.
São crises existenciais, de pessoas que não veem perspectivas para suas vidas. Encontram-se perdidas em meio a conflitos íntimos e não sabem a quem recorrer ou em quem confiar.
Muitos dizem não haver amanhã para o ser humano. São os pessimistas de plantão, mas estão redondamente enganados. Tudo o que Deus criou é bom e tem um propósito. Nada na criação foi por acaso ou não estava nos planos Divinos.
A coroa da criação é o ser humano, sendo assim o cuidado de Deus para conosco é constante.
O que podemos esperar do amanhã se O buscarmos? Sempre o melhor, nada menos que isso!

Que Deus te abençoe e te guarde em todos os momentos e que seu amanhã seja de paz, alegria e muita comunhão com Ele.


(בן  ברוך) Ben Baruch

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Nunca perca a esperança!!


Nunca perca a esperança!!

Muitos, antes de conhecerem a Deus, costumam dizer que a única coisa da qual tinham certeza absoluta que aconteceria era a morte física.
Dizemos frequentemente que a nossa vida pertence a Deus, mas não nos damos conta do valor que estas palavras têm em si mesmas.
Ao lermos o texto de 2 Reis 4.8-35 nos deparamos com a história de uma mulher que, por ser cordial e temente a Deus, acabou sendo abençoada por Ele através da vida do profeta Eliseu e do drama que a acometeu com a morte de seu único filho.
Diz o texto que sempre que o profeta Eliseu passava pela Cidade de Suném, uma rica mulher oferecia-lhe pão para que se alimentasse e se fortalecesse para o restante de sua viagem.
Depois de um tempo, conversou e convenceu seu marido a deixá-la construir um aposento com móveis e uma cama preparada para que Eliseu pudesse descansar e se alimentar antes de seguir viagem, pois via nele as qualidades de um verdadeiro homem de Deus.
Eliseu queria retribuir o favor àquela bondosa mulher, mas não sabia como, pois sendo abastada financeiramente, nada havia em suas posses que pudesse pagar pelo bem que ela sempre lhe prestara. Foi então que seu servo Geazi o informou que ela não tinha filhos e sendo seu marido avançado em idade era bem provável que acabasse tornando-se viúva e sem filhos.
De posse desta informação e sem que a bondosa mulher lhe pedisse algo, disse-lhe que em breve teria uma criança em seus braços.
Um ano se passou e uma criança nasceu, conforme a palavra do profeta. Ela cresceu e num determinado dia ao encontrar-se com seu pai no campo, sentiu-se mal e foi conduzida de volta à sua casa para que se recuperasse, mas isso não aconteceu.
Deitado no colo materno veio a morrer.
Sua mãe, crendo que a cama que havia providenciado para o profeta Eliseu pudesse ser abençoada por ser o local de descanso do mesmo, deita seu filho sobre ela na esperança de que recuperasse a vida, mas isso também não aconteceu.
O clima naquela casa era de profunda tristeza. Uma mulher vê seu único filho perecer sem que nada pudesse ser feito em seu favor.
Para aquela mãe o mundo havia desabado sobre sua cabeça. Ela via diante de seus olhos o corpo inerte daquele em quem depositara todas as suas esperanças. Seu marido já tinha uma idade avançada e caso viesse a ficar viúva e sem filhos, certamente passaria por dificuldades, pois naquela época, a mulher tinha submissão total ao homem. Para alguns rabinos as mulheres não tinham alma e uma viúva sem filhos acabava dependendo exclusivamente da caridade pública.
Junto com a madeira que envolveria seu único filho, a terra cobriria também todos os sonhos acalentados por aquela sofrida mãe.
Diante desta situação decidiu ir pessoalmente encontrar-se com o profeta Eliseu para que este ressuscitasse o seu filho.
Quando o profeta recebeu aquela pobre mulher, o Eterno não lhe revelou o que havia acontecido com seu filho, mas percebeu imediatamente o inevitável clima de tristeza e, por que não dizer, de desespero que invadia o coração daquela pobre mãe.
Depois de relatar-lhe tudo o que havia ocorrido e movido de íntima compaixão por aquela mulher que tantos benefícios lhe havia concedido, envia seu servo para que colocasse seu bordão sobre o menino para que de nada adiantou. O menino permanecia inerte.
Diante do desespero da mãe, Eliseu não ficou somente no consolo aparente, mas foi até a sua casa e depois de fechar a porta ficou apenas com o menino. Orou ao Senhor e deitou-se sobre o corpo dele. Nada aconteceu. Eliseu anda de um lado para o outro do quarto e novamente se deita sobre o menino. Dessa vez o Senhor o atende. O menino espirra por sete vezes e abrindo os olhos retornou à vida.

Quantas vezes achamos que a morte física é a única saída para o estado de dificuldades pelas quais estamos passando?
Se isso estiver acontecendo com você nesse momento, não chore, nem se entregue ao abatimento e à prostração. Saiba que Deus nos chama para sermos consolados por Ele.  A pergunta é: Estamos ouvindo a sua voz ou continuamos nos lamentando, acreditando que não há saída para a nossa situação?
Mesmo diante da indiferença de seu marido que não achava oportuno chamar o homem de Deus para que curasse seu filho, aquela mãe angustiada e sofrida não se abateu e foi ao seu encontro.
Se você acredita que nada mais poderá te consolar e te colocar em pé em razão dos sofrimentos pelos quais tem passado ou acredita, erroneamente, que a vida perdeu a graça e que não vale mais a pena viver diante das dificuldades que surgem a todo instante em seu caminho, saiba que Deus cura as feridas e as mágoas que carregamos e nos conduz em alegria. Não existem impedimentos para nos relacionarmos com Ele quando estamos dispostos a fazê-lo.
O menino da narrativa abriu os olhos e recuperou a vida.
A mãe do menino, agradecida pela bênção recebida, prostrou-se aos pés do profeta para agradecer-lhe. Certamente em lágrimas pelo que Deus havia feito por seu intermédio.
E nós, o que temos feito quando somos beneficiados por Deus? Rendemos louvores a Deus, agradecendo pelo que recebemos ou simplesmente viramos as costas como se fossemos merecedores dos favores Divinos e seguimos o nosso caminho como se nada tivesse acontecido?
Que possamos todos os dias perceber essas manifestações Divinas em nossas vidas e nos transformemos para podermos devolver-lhe toda a Honra, Glória e Louvores merecidos por Ele.
Quando acharmos que a morte é inevitável e que não há mais esperanças para solucionar nossos dramas, enfermidades e dificuldades de toda espécie, procuremos olhar para dentro de nós mesmos a fim de encontrar em nosso interior a essência Divina de que somos constituídos e nos conectemos ao Eterno, buscando nEle a solução para nossos problemas e incertezas. Ele sempre responde aos que O buscam.
Deus é sempre a nossa esperança de mudança e nEle a certeza de nada nem ninguém pode nos afastar de Seu infinito Amor.



(בן  ברוך) Ben Baruch