sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Melhorando a cada dia


Melhorando a cada dia

Assim como existe um novo amanhecer, também a vida se renova a todo instante convidando-nos a nos tornarmos melhores do que fomos no dia anterior. Se essa regra se aplica à natureza, que apesar dos desmandos e negligências do homem, continua existindo e resistindo, o que não dizer em relação à nossa própria vida?
Assim como a natureza, também temos a capacidade de nos modificar e de nos moldar às situações, para delas extrair o melhor. Deus nos deu essa capacidade. Depende apenas de nós mesmos.
Temos essa maravilhosa capacidade de transformar condutas equivocadas em atitudes concretas que nos ajudem a ter uma compreensão melhor da vida, das pessoas e do mundo que nos cerca. É para isso que existe o amanhã.
Alguma coisa aconteceu e tem tirado a sua paz e a sua confiança em Deus?
Sua fé tem estado vacilante e parece não haver luz no fim do túnel?
Você agiu impensadamente e essa atitude gerou prejuízos emocionais e financeiros a ponto de fazer com que pessoas próximas não sintam mais tanto prazer em estar em sua companhia?
Se tudo isso tem acontecido e você tem ficado triste e desesperançado, acreditando que o pior sempre acontece com você e que não há a menor possibilidade de voltar a ser feliz, próspero e acima te tudo: estar conectado a Deus como antes, saiba que essas adversidades ocorrem a todo ser humano, em maior ou menor grau, mas felizmente, não são eternas.
Cada um, à sua maneira, as enfrenta segundo as suas próprias forças, concepções ou modo de vida e muitos  preferem superá-las apenas confiando em si mesmos. Pode ser que consigam obter êxito, pois o Deus nos concedeu a sabedoria e a força necessárias para enfrentar e superar todas as adversidades que nós mesmos criamos. Essa é uma verdade incontestável, muito embora, como um sistema de “autodefesa” preferimos responsabilizar outras pessoas pelo que nos aconteceu. A maioria dos problemas e conflitos que surgem em nossas vidas são criados por nós mesmos, Deus apenas permite que eles ocorram para que possamos crescer como seres humanos e que possamos nesses momentos nos aproximar dEle com mais intensidade e principalmente: sinceridade.
Aqui reside a diferença dos que confiam em Deus e procuram fazer tudo para viver segundo a Sua vontade. Eles confiam plenamente em Deus e sabem que no momento apropriado o problema será resolvido e apesar de se abaterem – o que é natural, visto que somos humanos – eles não se deixam prostrar diante dessas adversidades.
Você não tem conseguido enfrentar os problemas como gostaria porque não se sente forte o suficiente ou acredita que os dias bons nunca mais retornarão á sua vida?
Caro amigo, não se deixe abater pelo que aconteceu. Procure não trazer para o seu dia a dia e na convivência com as pessoas o problema que tanto o angustiou. Ele faz parte do passado, deixe-o lá, para que sirva apenas de aprendizado. Como um exemplo a não ser seguido, para que não ocorra novamente.
O Salmista David disse (Salmos 30:5): “Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.”
Sim, a alegria que Deus nos concede a cada manhã é a oportunidade de recomeçar, de mudar as nossas atitudes equivocadas e buscar uma nova compreensão da vida e de nossa relação com Ele e com o nosso próximo.

Um novo dia é a oportunidade que o Eterno nos concede para alterarmos o curso de nossa história. Somos responsáveis pelas linhas que a compõe. 
Muita paz a todos! 

Ben Baruch

domingo, 4 de agosto de 2013

O silêncio das palavras


O silêncio das palavras

Frequentemente encontramos pessoas que por terem facilidade para se expressar, acabam falando muito mais do que deveriam. Ufanam-se por dominarem o idioma e criticam os que têm pouca ou nenhuma cultura. Invariavelmente, essas pessoas se sentem as mais importantes do mundo, mesmo quando exprimem suas ideias em terreno desconhecido.
Quando estão diante de situações adversas procuram conduzir o diálogo para terrenos que conhecem, fazendo com que todas as atenções sejam canalizadas nelas, que os holofotes as iluminem e que os presentes possam “usufruir” de toda a capacidade e brilhantismo com que seus conceitos e conhecimentos são expostos. Já dizia tão brilhantemente inspirado o Rei Salomão: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade.” (Ec 12.8). Sim, pura vaidade, pois mesmo que essas pessoas possuam a capacidade intelectual que dizem possuir, deveriam espalhá-la de forma construtiva, a fim de que todos pudessem se beneficiar.
Pessoas assim, normalmente falam mais do que deveriam e acabam despertando em seus ouvintes um misto de admiração por um lado e de indiferença por outro, pois monopolizam em torno de si a atenção dos presentes e muitas vezes falam tanto que seus interlocutores simplesmente são forçados a ficarem calados; aquilo que inicialmente deveria ser um diálogo transforma-se em um monólogo cansativo e desagradável.
Existem momentos em que o silêncio é a maior das virtudes e pode nos ajudar muito mais do que a verbalização do que pensamos.
Manejar o silêncio é mais difícil que manejar a palavra. Lembre-se: “Melhor ser senhor de seus pensamentos do que escravo de suas palavras!”
Como nos ensina Salomão:
“Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens; veio contra ela um grande rei, sitiou-a e levantou contra ela grandes baluartes. Encontrou-se nela um homem pobre, porém sábio, que a livrou pela sua sabedoria; contudo, ninguém se lembrou mais daquele pobre. Então, disse eu: melhor é a sabedoria do que a força, ainda que a sabedoria do pobre é desprezada, e as suas palavras não são ouvidas. As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos.” (Ec 9.14-17)

Saber ouvir é tão importante quanto falar. Pense nisso! Ouça com atenção e quando solicitado a dar sua opinião, faça-a de forma clara, para que todos entendam e possam dela se beneficiar.


Muita paz a todos!

Ben Baruch