sábado, 8 de agosto de 2015

Ben Baruch e Na Dimensão do Espírito. Quem somos e há que nos propomos?


Ben Baruch e Na Dimensão do Espírito. Quem somos e há que nos propomos?

Algumas pessoas encontram dificuldades para expressar sentimentos ou divulgar ações que, no seu entendimento, constituíram fracassos diante os planos que estabeleceram antes e ao longo da vida. Agem assim, porque ficam preocupadas com o julgamento que muitos poderiam fazer a seu respeito.
Eu, todavia, não tenho receio em expor meus sentimentos, dúvidas, incertezas ou ainda compartilhar projetos que empreendi e que não deram certo. Acredito que somos espíritos em constante evolução e que ainda nos falta muito para chegarmos a merecer uma morada física mais tranquila, por essa razão, entendo que devemos aprender ao máximo o que cada existência tem a nos oferecer em termos espirituais e intelectuais. Inevitavelmente, nesse aprendizado ocorrerão acertos e fracassos. Basta saber como encará-los de frente, sem medo de parecer ridículo aos olhos dos outros, superá-los e seguir em frente.
Não me considero perfeito. Ao contrário, sinto-me um ser incompleto em todos os sentidos. Sendo assim, busco através da prática do conhecimento adquirido, transformar-me em um ser humano melhor a cada dia. E vamos ser sinceros: coisa difícil de conseguir neste humilde planeta de provas e expiações em que vivemos, pois quando temos este desejo, sofremos combate de todos os lados: são inimigos visíveis e invisíveis que nos atacam e nos assediam sem parar. Os visíveis, costumamos chamar de invejosos ou parasitas, porque, na maioria das vezes, desejam obter o que temos sem esforço próprio. Os invisíveis, uns os chamam de demônios, outros de obsessores e talvez sejam piores que os visíveis, porque podem nos atacar de todos os lados sem o menor constrangimento. O nome pouco importa, o objetivo principal de ambos é impedir que avancemos e nos candidatemos a uma existência sem tantos percalços no caminho como a que temos atualmente.
Embora tenha ascendência judaica, cresci como cristão e por dezessete anos militei nas lides espíritas de São Paulo, alguns deles na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Depois, entendendo ser um “chamado” para novo aprendizado, me bacharelei em Teologia em um renomado Seminário Batista e por nove anos atuei junto à liderança desta respeitada denominação evangélica, mas não me sentia convencido dos ensinamentos recebidos e por essa razão decidi me desligar. Embora tenha sentido o desejo de retornar à Doutrina Espírita, acabei não o fazendo fisicamente por questões familiares. Uma maneira de conciliar minha crença na imortalidade da Alma e na possibilidade das reencarnações sucessivas foi abraçar o Judaísmo que nesses aspectos têm posições, em parte, semelhantes. Desde o ano 2000 procurei pautar minha vida, meu relacionamento com Deus e com o meu próximo, seguindo essa vertente Teológica, mas chega um momento em nossas vidas em que devemos nos posicionar firmemente diante de nossas convicções e foi isso que fiz.
Sempre entendi que em tudo existe um plano Divino estabelecido para cada criatura e por essa razão não creio tenham sido em vão os anos em que atuei junto àquelas Instituições, afinal vi meus filhos crescerem e se transformarem em pessoas sérias e compromissadas com Deus e consegui ao longo desses anos fazer com que os que conviveram comigo pudessem ter uma visão diferente acerca dos adeptos de outras religiões, principalmente acerca de espíritas e judeus.
Hoje, desejo apenas expressar meus sentimentos mais íntimos em relação às minhas crenças na imortalidade da Alma e no infinito amor de Deus, sem me preocupar em ser rotulado desta ou daquela maneira, com este ou aquele título, desejo simplesmente continuar minha jornada evolutiva para me tornar um ser humano melhor do que era quando aqui cheguei.
Talvez você esteja se perguntando: como é possível que alguém possa propagar uma doutrina que todos esperam que o mesmo combata? Afinal o Blog “Na Dimensão do Espírito”, têm demonstrado uma tendência à divulgação de textos espíritas e evangélicos e judaicos.
É uma boa indagação eu diria. E para entendê-la melhor, deveríamos buscar respostas nos planos espirituais que estabeleci antes de renascer para cumprir minha atual prova, missão ou expiação, e isso só saberemos quando eu voltar à realidade de nossas vidas: a espiritual.
Importante salientar que o “Na Dimensão do Espírito” não faz apologia a nenhuma ordem religiosa. “Na Dimensão do Espírito” não é um blog sobre Judaísmo nem sobre Espiritismo, nem tem por objetivo exaltá-los em relação às outras religiões, quer sejam elas Cristãs ou não. Seu verdadeiro propósito é fazer com que ao analisá-los possamos refletir juntos a fim de que nos transformemos melhores e mais compromissados com Deus e com o amor ao próximo.

As doutrinas pelas quais passei me ensinaram muitas coisas que me ajudam a ver atualmente os meus irmãos de uma forma diferente daquela que os via há muito tempo atrás.
Na Doutrina Espírita, olhava-os, sempre tentando, de várias maneiras minorar seus sofrimentos materiais, antes do espiritual, sem nunca ter em mente que essas atitudes pudessem ajudar em meu próprio desenvolvimento espiritual – cujo interesse, víamos acontecer com muitos irmãos no passado e no presente. Fazia-o simplesmente por me colocar no lugar daqueles irmãos menos favorecidos e, apesar de levar a consolação dos Evangelhos e das Obras da Codificação Espírita, não entendia que estava realizando uma obra completa naquelas vidas. Faltava alguma coisa.
Talvez por me preocupar muito mais com os aspectos morais e éticos da Doutrina Espírita, sendo até mesmo radical em relação à defesa da pureza doutrinária que estava sendo um pouco esquecida na época, eu tenha me decepcionado com alguns dos que me cercavam e isso me levou a buscar uma nova forma de expressar meu o amor a Deus. Quem sabe...? Sinceramente não posso afirmar que esse tenha sido realmente o motivo.  Talvez, apesar de conhecer profundamente as Obras da Codificação que durante esse período foram estudadas e comparadas, eu nunca tenha conseguido colocá-las integralmente em prática como deveria em minha vida. Pode ser também que tenha fugido à responsabilidade que tantos depositaram em minhas mãos e que deveria abraçar... Não sei. Quem sabe, os motivos tenham sido outros: muito envolvimento com obras sociais, excessiva divulgação doutrinária e talvez por essa razão tenha sido alvo da esperança de muitos irmãos que viam em mim um futuro promissor para continuar a obra que iniciaram. Quem poderá saber...?
Em minha transição pela Igreja Evangélica, a situação não foi diferente. Acreditava sinceramente que ela poderia responder minhas indagações acerca das diferenças sociais e humanas. Mas também, infelizmente, não preencheu aquele vazio existencial que havia em mim. Não havia nela o desejo de ajudar materialmente os necessitados, pois acreditava que o espiritual era o mais importante. E no tocante à “salvação”..., a posição era simplesmente insustentável humana e teologicamente.
Não consigo dissociar Deus do cuidado para com o ser humano. Não consigo dimensionar Seu amor em meio a doutrinas e ensinamentos que levam as criaturas a sofrerem eternamente, sem que tenham uma única oportunidade, após a morte, de se arrependerem de seus erros e recomeçarem. Desculpem-me, mas em minha concepção de Deus não existe espaço para o sofrimento e o banimento eternos da Sua presença
Querem me rotular como Teólogo liberal? Herege? Fiquem à vontade. Isso não me denigre nem me ofende, pois dimensiono a Deus como Ele realmente é: Amor em sua plenitude!
Ao contrário de muitos, não tenho receio de expor minhas ideias e convicções religiosas, por essa razão prefiro expô-las aqui no Blog e não no Facebook, que considero “terra de ninguém”. Sou sempre transparente e todos que me conhecem ou tiveram a oportunidade de ler meus trabalhos sabem disso.
Minhas mensagens não buscam autopromoção, mas ajudar quem precisa de apoio moral e espiritual e está distanciado de Deus.
Antes que isso se torne uma autobiografia, vamos terminar dizendo que os textos buscados em diversos autores e as reflexões de minha autoria são fruto do que realmente creio e não os coloco neste espaço por serem apenas temas atraentes e confortadores, mas o objetivo principal é fazer com que ao analisá-los possamos refletir juntos e nos ajudemos através dos comentários deixados, a nos transformarmos em pessoas melhores, mais compromissadas com a verdade e com o amor ao próximo.
Sejam todos bem vindos!
Muita paz a todos!
Ben Baruch


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