quinta-feira, 30 de julho de 2015

A beleza da vida.


A beleza da vida.

É comum encontrar pessoas que dizem não conseguir encontrar a "beleza" da vida, como descrita em livros e poemas ou cantada em verso pelos apaixonados.  Assim se expressam porque, para elas, a vida e seus desafios, são apenas um emaranhado de emoções, sentimentos e situações que não as conduzem a lugar algum. Não encontram motivos para se alegrar, assim como não encontram razões para viver. Para essas pessoas, a vida é simplesmente um estágio do qual não conseguem se desvencilhar e no qual não conseguem se enquadrar. Para elas, a vida, inevitavelmente, será um fardo difícil de carregar e sempre se mostrará "feia" e sem atrativos.
Vivem em constante conflito interno e com todos que as cercam. É uma luta na qual não encontram armas ou estratégias suficientes para vencer, porque se não conseguem enfrentar o que está exposto à sua frente, como combaterão o que está invisível, em seu interior? Como conseguirão eliminar aquele sentimento de inadequação terrível que mina suas forças e rasga, com suas garras afiadas, toda tentativa de mudança, todo desejo de pintar o quadro da existência com cores vivas e intensas, cobrindo assim a escuridão do passado?
Quer gostemos quer não, quer aceitemos ou não, a vida é e sempre será desafiadora, por isso devemos olhá-la não apenas com a razão e com seu invejável "equilíbrio" e "exatidão", propagado pelos racionalistas, mas também com amor e prazer, valorizando e agradecendo cada momento como se fosse único...especial.
Seja como for, o simples fato de termos nascido e permanecermos vivos, já seria motivo suficiente para dizer que a vida é bela, mas nós, seres humanos "racionais", somos dotados de uma estranha "capacidade": a da insatisfação.
Ela é responsável por fazer com que nos sintamos pequenos e insignificantes, tristes e cabisbaixos, saudosistas extremados e utopicamente infelizes.
A beleza da vida não está relacionada apenas e tão somente às aquisições materiais que nos trazem conforto e prazer, está em poder vivê-la rodeada de amigos, das pessoas que nos amam e acima de tudo: poder desfrutar de um grande amor, um amor que nos impulsione a seguir em frente e conquistar o mundo se for preciso, um amor que nos levante nos momentos difíceis e nos faça parecer criança nos felizes, um amor que quando se une ao nosso corpo, nos eleva acima dos céus e nos faz sentir o prazer em grau infinito.
Ao lado de um grande amor, podemos cair muitas vezes, mas sempre nos levantaremos...
Ao lado de um grande amor, nossa alegria se torna juvenil, infantil até: basta olhar nos lindos e brilhantes olhos de nossa amada ou ver um breve sorriso que seja em seus lábios, para nos sentirmos plenamente felizes. Nos sentiremos realizados e nosso prazer será inenarrável todas as vezes em que a tivermos em nossos braços.
Nunca deixe de olhar para a vida com amor e paixão, dessa forma, ela sempre te parecerá bela e prazerosa.


Ben Baruch

domingo, 19 de julho de 2015

Você é bem-sucedido?

Sucesso é o mais importante?

Todos buscamos o sucesso rápido. Procuramos indivíduos que consideramos “bem-sucedidos”. Da mesma forma, corremos das nossas falhas e ficamos constrangidos em admiti-las.
A pergunta sempre presente é: “Como podemos ser bem-sucedidos?”
Joseph é a primeira pessoa mencionada na Torá como “um homem de sucesso”. Mas em que parte da sua vida isso acontece? Quando ele era o filho amado na casa de seu pai ou quando era vice-rei no Egito?
A resposta, surpreendentemente, não é nenhuma dessas. Joseph é mencionado como um homem bem-sucedido quando era escravo de Potifar, e então novamente quando estava na escura masmorra de uma prisão egípcia.
Foi esse o sucesso de Joseph na vida – ser vendido como escravo pelos irmãos, somente para ser jogado na prisão pelo amo que servira fielmente?

O Contrato “Falsificado”
O Talmud nos diz que há várias maneiras de validar a autenticidade de um contrato assinado, para estabelecer que não é falso. Um método é comparar as assinaturas no contrato com um documento prévio com as mesmas assinaturas. Porém, esse documento usado para autenticar o atual contrato contestado deve ter sido verificado por um tribunal depois que sua autenticidade também foi contestada. Esse contrato é considerado mais válido que outro (mesmo que sua autenticidade tenha também sido atestada por um tribunal) que nunca foi sujeito a qualquer discórdia.
O sétimo Rebe de Chabad, Rabi Menachem Mendel Schneerson, de abençoada memória, explica que um contrato que as pessoas consideram falso é como um indivíduo que passa por uma crise, um abatimento, um deprimente fiasco. Quando a pessoa supera a crise, está mais forte; ela pode ser um contrato usado para aprovar outros contratos.
Essencialmente, sem aquele obstáculo na estrada, ele não seria tão forte como se tornou agora. Assim, o Rebe oferecia uma definição diferente de sucesso.
O sucesso não é sobre uma pessoa que não tem falhas, que leva uma vida perfeita. A vida de Joseph na prisão estava longe do ideal; na verdade seu espírito estava alquebrado. O sucesso é quando a pessoa passa por uma crise e, em vez de cair em desespero, levanta-se e declara que não será derrotada.
Quando alguém se enfia num buraco, faz exatamente o oposto. Mas quando alguém utiliza aquele momento de desespero sai como uma pessoa mais forte, mais do que alguém que nunca passou por aquele desafio. Esse indivíduo desenvolveu a capacidade de ser mais forte em situações ainda mais complexas, pois já as superou.

Chorando por “Nada”
Quantas vezes o Rebe gritou sobre o perigo que se abateria sobre Israel se o Deserto do Sinai fosse devolvido ao Egito?
O Rebe se correspondeu com membros do governo e do exército israelense no decorrer dos anos sobre a grave situação que seria criada ao deixar o Sinai. Ele criou fortes conexões com esses indivíduos, e eles com frequência pediam seu conselho.
Porém, o fato é que o Sinai terminou sendo devolvido aos egípcios. Para um homem como o Rebe passar dois anos falando sobre a segurança dos judeus em Israel somente para ser traído pelas mesmas pessoas a quem devotou tanta energia, é o que chamaríamos de o supremo fracasso. E se ele tivesse se sentido um fracasso, talvez tivesse escrito ao governo de Israel, dizendo: “Vocês querem seguir seu caminho, vão em frente, mas deixem-me fora disso. Não são mais bem-vindos em meu escritório.”
No entanto, dois dias depois de o Sinai ser evacuado, um general israelense foi ao Rebe para uma audiência privada. Ele tinha preparado muitos motivos diferentes pelos quais o governo não tinha dado ouvidos aos conselhos do Rebe. O general contou-me nessas palavras: “O que aconteceu não interessou nada [ao Rebe]; ele já tinha virado a página. A fronteira Israel-Egito era agora uma situação nova, e ele queria saber como estava sendo protegida. Preocupava-se com a segurança daqueles que moravam em Israel.”
Qualquer um poderia ter perguntado ao Rebe: “Os israelenses não ouviram; eles deram as costas para você. A situação mudou, Talvez esteja na hora de romper relações?”
Embora possamos pensar que o principal é sucesso ou fracasso, segundo o Rebe, o sucesso é medido de maneira diferente. De Joseph, conhecido como “o homem de sucesso” enquanto aprisionado no Egito, aprendemos que esforço, e tudo que resulta do esforço, é o verdadeiro sucesso. Para Joseph, isso significava que embora estivesse preso, ainda empregava tremendo esforço para manter os padrões espirituais da casa de seu pai.
Certo dia, um dos secretários do Rebe encontrou um determinado indivíduo na Sede Mundial de Lubavitch. O secretário perguntou a essa pessoa, que morava numa cidade em New Jersey: “Você conhece essa e essa pessoa de sua cidade?” Quando ele respondeu afirmativamente, o secretário pediu que ele dissesse àquela pessoa que o secretariado do Rebe tinha interesse em saber como ele estava passando.
Este indivíduo no qual o secretário expressou interesse mais tarde relatou-me essa história. Quando ele recebeu a mensagem do secretário do Rebe, disse ao mensageiro que não tinha forças para viajar ao Brooklyn para descobrir o porquê daquilo, mas pediu o número de telefone do secretário.
Quando ele ligou, o secretário lhe disse o seguinte: “O Rebe soube que há uma escola judaica em sua área que está quase fechando devido ao baixo número de alunos. Como você é o administrador de outra escola na área, o Rebe pediu que você trabalhe no sentido de melhorar o número de matrículas naquela escola em perigo.”
“Mas não é da mesma orientação religiosa que a minha,” protestou ele. “Não sinto que seja correto eu me envolver com aquela escola.”
O secretário respondeu que se ele quisesse, poderia marcar uma audiência com o Rebe, quando então poderia explicar diretamente a ele porque sentia que não deveria se envolver. “Porém, você deveria saber que o Rebe acha que você é a melhor pessoa para o trabalho…”
Não querendo desrespeitar os desejos do Rebe, ele marcou uma audiência. Preparou uma longa carta que continha dezoito motivos pelos quais sentia que não poderia assumir o cargo.
Entregou a carta ao Rebe. O Rebe a leu e perguntou a ele: “Diga-me, essas dezoito explicações são motivo suficiente para que dezoito – ou mais – crianças matriculadas na escola agora percam a oportunidade de ter uma educação judaica? Se você aceitar este cargo, tenho certeza de que D'us ampliará seus recursos – dando a você mais tempo e capacidade.”
Ao sair do escritório do Rebe, ele se sentia como uma pessoa que tinha uma missão. Mergulhou na tarefa de aumentar as matrículas na escola. Seus esforços foram recompensados, e as matrículas triplicaram em pouco tempo. Escreveu uma carta orgulhosa ao Rebe, relacionando todos os seus sucessos. O Rebe respondeu. Entre as suas bênçãos e declarações, ele também acrescentou uma palavra: “Sucesso?”
O diretor ficou pasmo! Pouco tempo depois, lá estava ele outra vez na sala do Rebe para uma audiência privada.
O que aquele comentário em sua carta queria dizer?” ele perguntou ao Rebe.
O Rebe gentilmente pediu a ele que definisse sucesso. O Rebe então perguntou se alguém pode considerar como sucesso ter algumas poucas crianças matriculadas numa escola – quando há tantas mais crianças que ainda não estão recebendo educação judaica.
“Mas eu tripliquei as matrículas,” protestou o indivíduo, “e isso não é considerado sucesso?”
O Rebe explicou que sucesso significa exercer esforço; é a luta continuada para fazer aquilo que é certo.
Aquela pessoa saiu do escritório de fato com uma nova perspectiva sobre sucesso. Entendeu que o Rebe valorizava muitos seus esforços – mas não queria que ele descansasse sobre os louros, pois havia muito mais a ser feito. O sucesso é uma luta contínua na vida.
Lembro a mim mesmo que prosperidade nem sempre é sucesso, e crise não significa fracasso. O sucesso é medido pelos nossos esforços para fazer o que é certo. O sucesso não é medido pelos retrocessos, conflitos e as situações nas quais nos encontramos. Sucesso é quando transformamos a luta em habilitação, e então aquela mesma luta levará a outro sucesso, ainda mais poderoso que o anterior.

Rabi Yitzchak Menachem Weinberg, o Rebe Tolna

Fonte: Chabad

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Deus e o Facebook Podem Ser Amigos?

         
   
           
           Eis aqui algo para se pensar: a tecnologia ajudou ou atrapalhou o comprometimento religioso?

Ciência e religião há muito têm tido um relacionamento tumultuado. No Século 16 as descobertas de Copérnico e Galileu deram um arrepio na espinha dos religiosos, e a ciência ameaçava substituir D'us pela razão. Mas a religião não foi deixada de lado. Na verdade, as descobertas científicas com frequência mostram o brilhante projeto de D'us para o universo.Vamos correr até o Século 21.

A essa altura a ciência tem desvendado impressionantes desenvolvimentos que alteraram radicalmente as nossas vidas, e o progresso continua a toda velocidade. Os cientistas dizem que nos anos 1990-2000 houve mais avanços científicos que em toda a história combinada! Aqui surge a pergunta contemporânea: A tecnologia e a religião podem trabalhar em uníssono?

Por um lado, a alta tecnologia parece na melhor das hipóteses uma distração para aqueles que buscam o espiritual. Na pior, desvenda todo um mundo novo de tentação. Um judeu tem algo de significativo a ganhar de uma página de Facebook, o iPad com 3G, ou um smartphone BlackBerry? Por mais vital que a comunicação instantânea possa ser, ela realmente torna o mundo um lugar melhor?

O Zohar, escrito há quase dois mil anos, tem algo surpreendente a dizer sobre o valor da tecnologia. Segundo o Zohar, o desenvolvimento da tecnologia leva ao crescimento espiritual sendo na verdade um prelúdio para a vinda de Mashiach. O Zohar vê esta previsão na descrição vívida da Torá sobre o dilúvio de Nôach: “No ano 600 da vida de Nôach… todas as fontes da grande profundeza irromperam, e as janelas do céu se abriram.”1

A água jorrou dos céus e brotou da terra através de fontes naturais. Espelhando essa descrição, o Zohar prevê um futuro dilúvio – apenas este dilúvio seria um derramar de sabedoria. (A água é um símbolo cabalístico para sabedoria). Cada parte do futuro dilúvio está previsto na Torá:

“No ano 600 da vida de Nôach…” – Os seiscentos anos da vida de Nôach aludem ao sexto milênio da existência do mundo, mais especificamente o ano seiscentos do sexto milênio. Transposto para o Calendário Gregoriano, é a metade do Século 19, mais especificamente o ano 1840 EC.

“As fontes da grande profundeza irrompem…” – Isto, diz o Zohar, é uma alusão ao desenvolvimento científico que vai emergir da engenhosidade humana e vai inudar a terra no sexto milênio.

“E as janelas do céu se abriram.” – Os céus também brotarão com sabedoria esotérica e mística, uma referência ao profundo entendimento da Torá, a Cabalá.

O Zohar conclui: Tanto a sabedoria elevada como a inferior virão para preparar o mundo para o sétimo milênio, a Era Messiânica, quando “o mundo estará repleto com o conhecimento de D'us como as águas cobrem o leito do oceano.”2

Mil e quinhentos anos após serem escritas, as previsões do Zohar começaram a se desenrolar. Como um prelúdio desta mudança cósmica, passaremos a conhecer alguns empolgantes avanços.

O ano 1820 marcou o surgimento da Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Tecnológica. Os avanços tecnológicos começam a surgir num movimento espiral ascendente. Estradas de ferro, eletricidade, telefone, e por fim automóvel e avião mudaram a vida como a conhecíamos.

O início do século 19 também assinalou uma reviravolta maciça na sociedade judaica. Um século antes o Baal Shem Tov tinha catalisado a Revolução Chassídica, e por volta de 1800, os ensinamentos mais profundos da Torá, conhecidos como Cabalá e Chassidismo, começaram a ser largamente estudados e disseminados. Os rituais judaicos que tinham sido entendidos de maneira mecânica por milênios agora eram ensinados com profundidade e amplitude inteiramente novas, vistos através da lentes do misticismo judaico. Os segredos do universo que antes eram exclusividade para os místicos começaram a saturar a sociedade judaica na Europa e em outros locais.

Duas escolas de sabedoria tinha surgido poderosamente. Assim como o Zohar tinha previsto, a metade do sexto milênio trouxe um diluvio torrencial de conhecimento.

O Zohar previu que tanto o conhecimento elevado como o inferior viriam como um prelúdio da Era Messiânica. Na verdade, há um antigo costume de provar a comida do Shabat na sexta-feira. Da mesma forma, D'us está nos dando um sabor da sabedoria abundante que estará disponível no sétimo milênio, a época de Mashiach, um pouco mais cedo, no sexto milênio.

Mas como a Revolução Tecnológica é parte de um prelúdio ao profundo conhecimento de D'us que estará disponível nos tempos de Mashiach? Como a tecnologia reforça uma realidade centrada em D'us? Como as “águas”superiores e inferiores trabalham em uníssono?

Talvez você não perceba que acaba de se
juntar à maior congregação virtual judaica do mundo.

Bem vindo ao ao nosso site que você agora está visitando. Talvez você não perceba que acaba de se juntar à maior congregação virtual judaica do mundo. Com milhões de visitantes por mês e milhares de artigos de Torá, a tecnologia permitiu que a esfera de influência da Torá se expandisse em proporções gigantes.

Por muitos anos agora, transmissões ao vivo de rádio e televisão e a internet têm sido usadas para divulgar os ensinamentos da Torá e Chassidismo. Eles atingem pessoas que de outra forma não teriam acesso ou interesse no estudo de Torá. A tecnologia é como uma tela que avança em 3D criando uma rede enorme de influência sempre em expansão para saturar o mundo com a vibração judaica; no celular, ipad, em todas as formas e formatos possíveis sempre sendo redesenhados, ganhando sempre mais velocidade e fácil acesso.

Além disso, a tecnologia nos ensina sobre D'us de maneira mais palpável do que poderíamos ter conhecido a partir de um texto filosófico.

Os livros dizem que D'us tem “um olho que vê e um ouvido que escuta.”3 Ele é onipresente, observando a todos ao mesmo tempo. Há cem anos aceitávamos a palavra dos livros para isso, mas com o Google Earth, de repente não está mais tão longe de procurar.

Os livros dizem que D'us dá vitalidade contínua às Suas criações. Cem anos atrás acreditávamos nisto. Agora entendemos isto. Se uma usina elétrica energiza milhões de aparelhos elétricos com uma corrente consistente passando através de cada aparelho, então o processo criativo de D'us se torna mais compreensível.

É claro, D'us não pode dublar Sua criação. Portanto em vez de tornar óbvio que a principal função da tecnologia é espalhar o conhecimento de D'us, Ele lhe deu uma fachada humana. Para manter o equilíbrio entre bem e mal no mundo, D'us também deu às forças do mal a oportunidade de colocar seu dedo negro na torta da tecnologia – daí a Internet, “crackberries”, (pessoas viciadas em seus BlackBerrys), e muita imoralidade para esconder a verdadeira natureza do nosso diluvio tecnológico.

A Cabalá, no entanto, é inequívoca em sua declaração de que a tecnologia não apenas é boa, mas espetacular. Para isto é só selecionar, filtrar e transformar o mundo para o bem. E a favor dele.

Rochel Holzkenner
Fonte: Chabad
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Notas:
1 – Bereshit 7:11
2 – Isaiah 11:19
3 – Ética dos Pais
4 – Baseado numa palestra do Rebe, registrada em Licutei Sichot vol. 15.


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Eis que o fim vem!!!


Eis que o fim vem!!!

O que mais temos ouvido nos últimos anos em algumas emissoras de rádio e TV e principalmente depois da repercussão positiva ou negativa que o filme “2012” causou na época em que foi apresentado,falando sobre a possibilidade de que o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012, pois corresponderia ao final do calendário Maia, são previsões as mais esdrúxulas, muitas sem “pé nem cabeça”, baseadas apenas em superstições ou análises isoladas de especuladores.
Em cima desse gancho abriu-se um leque de possibilidades incríveis: foram gurus,que ganharam espaço para fazerem suas “previsões” boas ou más sobre as celebridades do momento; os cientistas,que procuraram negar toda e qualquer possibilidade de um final do mundo baseado nas previsões religiosas de quem quer que fosse; os ufólogos, que não perderam a oportunidade de falar sobre os seus “irmãozinhos” extraterrestres  e o interesse que esses seres têm de nos ajudar na solução dos nossos problemas ambientais; os ateus e os céticos que encontraram uma oportunidade de exporem seus motivos para não crerem em nada e justificarem que o melhor a fazer é viver o presente porque o futuro a ninguém pertence, pois o que encontraremos depois da morte é simplesmente o nada absoluto; os políticos que aproveitaram a oportunidade para exporem seus “projetos” para salvaguardar a ordem e tranquilizar a população para que em acontecendo algo em seus governos eles estariam preparados para toda e qualquer intempérie, e não poderiam faltar, é claro, os religiosos, munidos com seus livros sagrados e cada um puxando a “brasa para sua sardinha” na certeza de que seus dizeres são os únicos que devem ser interpretados como verdadeiros: uns alegando que o mundo acaba agora, outros que ele não acaba agora, outros ainda dizem que um dia acaba, mas não é para agora e alguns religiosos brasileiros podem até dizer, diante da experiência que têm, que tudo acabará em pizza, como tem ocorrido em todas as catástrofes pelas quais passamos em terras tupiniquins.
Para justificarem suas posições, uns dizem que o mundo acabará porque o ser humano está destruindo a natureza, acabando com a camada de ozônio e coisas assim; outros alegam que o mundo acabará porque o homem tem-se afastado de D’us e o Senhor com toda certeza está “pesando a mão” sobre todos os pecadores; outros ainda dizem que o que haverá em verdade é a transição desse mundo que conhecemos para um mundo novo, regenerado, onde somente os “bons espíritos” sobreviverão e nele habitarão, porque o planeta que está se aproximando da Terra (Absinto, planeta chupão e tantos nomes que lhe são dados) irá trazer sérias consequências em todas as áreas e atrairá para si todos os “maus espíritos”, ou antes, os “péssimos seres humanos” que habitam esse pobre planeta perdido na imensidão do Universo, e não faltam aqueles que crêem que o leão e o cordeiro vão andar lado a lado num paraíso terrestre que se seguirá após a trágica ocorrência.
Diante de tantas possibilidades que se nos apresentam o que podemos considerar como sendo verdadeira?
Essa pergunta é muito subjetiva, pois cada qual entenderá da maneira que melhor lhe aprouver.
Para aqueles que acreditam que há um “nada” depois da morte, a certeza de que haverá uma tragédia de proporções mundiais pode aguçar o desejo de se tornarem ainda mais materialistas, pouco se importando com os acontecimentos, desde que estejam “bem na fita”, como dizem alguns...
Para aqueles que em tudo crêem, o simples mencionar de catástrofes apocalípticas fará com que veja em todas as coisas os sinais “aparentes” de que ela já está acontecendo...
Enfim, essa é a tônica do nosso dia a dia. A história de nossas vidas é escrita a todo o momento e nela vemos personagens das mais variadas características e que podem com toda certeza se enquadrar nos exemplos que mencionamos acima.
Infelizmente, a vida humana não passa de mercadoria barata para muitos exploradores que por mais que saibam que o tempo da escravidão acabou ainda querem manter cativos os mais necessitados, como ocorre não apenas com os nossos irmãos bolivianos, coreanos e tantos outros que são literalmente mantidos como escravos por muitos comerciantes, que visando maior lucratividade não medem “esforços” para subjugar esses pobres necessitados que deixaram tudo em suas terras na esperança de conseguirem uma vida melhor e mais digna para si e para suas famílias e que em aqui chegando encontram apenas trabalho, trabalho, trabalho e mais trabalho sem nenhum tipo de remuneração, a não ser os parcos alimentos que lhes são servidos a preço de ouro.
Esse mesmo quadro pode ser observado em outros segmentos, onde as drogas e a prostituição são cartões de visita para consolidar um “status quo”que essa sociedade consumista estabelece como sendo o ideal para os “vitoriosos”, que num futuro não muito distante irão lotar as clinicas de dependentes químicos e divãs de psicólogos e psiquiatras na busca de suas origens, na busca de um prumo para suas vidas, um ponto de equilíbrio para recomeçarem.
Que sociedade é essa na qual estamos vivendo?
Que importância tem se o mundo vai acabar hoje, daqui a alguns anos, milênios ou se nunca vai acabar?
As pessoas se preocupam tanto com o fato de existir ou não vida extraterrestre e não estão nem um pouco preocupadas com os nossos “terrestres” que passam pelas maiores privações.
Gastam-se cifras que nem imaginamos em pesquisas espaciais, enquanto a África é berço continuo de desgraças sem fim, onde a fome, a AIDS, a mortalidade infantil é uma das maiores do mundo, onde as mulheres “vendem” os seus corpos em troca de migalhas de pães que possam “saciar” sua fome de alimentos, mas que nunca poderão nem ao menos acalmar as tragédias intimas pelas quais passam todos os dias.
Esse é o mundo no qual vivemos. Com todos os seus problemas, com sua camada de ozônio sendo destruída, com as florestas sendo devastadas, e apesar de tudo isso, nossos governantes não dão à mínima para os necessitados.
Mas o fato de sabermos que essas coisas poderão acontecer deve fazer com que deixemos de socorrer os enfermos, ou amparar os necessitados de toda ordem? De forma alguma! O fato de sabermos que essas tragédias humanas e naturais estão acontecendo deveriam despertar em nós um sentimento de irmandade ainda maior por todos os que vivem no planeta, independente da fé que professam, porque a dor e o sofrimento vêm para todos os habitantes da terra, quer sejam pobres ou ricos, fortes ou fracos, instruídos ou incultos, religiosos ou ateus.
Pensemos nisso e façamos a nossa parte na construção de um mundo melhor, no qual, possamos salvar a maioria, a fim de que o amor de D’us possa nos alcançar da melhor maneira possível e encontre corações dóceis para cumprirem a Sua vontade.

Se o fim virá da forma como se estabelece nas mentes humanas não o podemos afirmar, mas de uma coisa temos com a certeza: Precisamos fazer algo para melhorar a nossa convivência neste planeta.
Se você faz parte daqueles que pensam que tudo está bem e se melhorar estraga, eu quero convidá-lo a olhar para dentro de si mesmo, faça uma breve reflexão sobre os acontecimentos mundiais e veja se realmente o mundo está melhorando, se as pessoas estão sendo mais solidárias, se o amor tem alcançado as pessoas de diferentes classes sociais ou se ao invés disso, apesar de todo avanço tecnológico, não estamos vivendo como nos tempos da idade média, onde as mulheres eram apenas objeto de uso para seus maridos, onde as crianças não eram respeitadas e onde valia mais o poder da força do que o do amor.
Espero que ao final desta análise íntima, você possa chegar à conclusão de que há muito a ser feito e que não podemos esperar nem mais um minuto para colocarmos as mãos na massa, arregaçarmos as mangas e trabalharmos em prol da construção de um mundo melhor e mais digno de ser vivido.
Muita paz a todos!
Ben Baruch


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Imagine - John Lennon (Legendado)





IMAGINE

Imagine que não há paraíso.
É fácil se você tentar.
Nenhum inferno abaixo de nós
E acima de você apenas o céu.
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje.

Imagine não existir países.
Não é difícil de fazê-lo.
Nada pelo que lutar ou morrer
E nenhuma religião também.
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz.

Talvez você diga que
eu sou um sonhador,
Mas não sou o único.
Desejo que um dia
você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só.

Imagine não existir posses.
Surpreenderia-me se você conseguisse,
Sem ganância e fome,
Uma irmandade humana.
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo.

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador,
Mas não sou o único.
Desejo que um dia
Você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só.

+++++++++++++++++++++++++++++++ 

Com toda a certeza John Lennon não foi o melhor exemplo a ser seguido, mas deixou-nos um legado musical e filosófico que até hoje ainda é reconhecido pela maioria dos críticos que o conheceram ou simplesmente admirado por todos nós que víamos nele um ser humano como outro qualquer, sujeito aos mesmos erros e acertos e que passou por este planeta para cumprir suas provas rumo à ascensão espiritual a que todos estamos destinados, mas que tinha um sonho: o de que fossemos como um só povo, uma só nação e pudéssemos viver em paz.
Viver em um mundo, onde as pessoas se preocupem mais umas com as outras, independentemente de suas formas de buscar e adorar ao Criador de todas as coisas, não deve ser entendido como uma realização utópica, mas como uma realidade possível, desde que cada um de nós esteja disposto a fazer a sua parte nesse processo evolutivo.
Infelizmente, John foi vítima da própria violência que combatia. Pacifista por natureza, não conseguia enxergar no seu próximo uma ameaça aparente, mas sempre um igual, um semelhante e por essa razão se tornou tão vulnerável ao ataque insano de alguém que, dizendo amá-lo, preferiu tirar-lhe a vida a compartilhar o objeto de seu amor com as outras criaturas.
Hoje, nos contentamos com as velhas canções que ele compôs e que teimam em não permanecer com suas idades iniciais, mas querem estar sempre representando o hoje, pois as letras por ele escritas, ainda repercutem em nossos ouvidos e corações como se as tivéssemos ouvindo pela primeira vez, causando-nos o mesmo impacto e transportando-nos para os mesmos lugares e situações de outrora.
Podemos imaginar um mundo de paz e harmonia, mas podemos fazer mais do que isso: procure tornar realidade o “sonho” deste grande “sonhador”, que com toda certeza está espalhando seu otimismo a todos que o cercam no mundo espiritual, esperando o momento do seu retorno a esse planeta ou quem sabe aguardando tão somente a hora de gritar com toda a humanidade: ENFIM A PAZ!


Ben Baruch

terça-feira, 7 de julho de 2015

A Verdade busca seguidores.


A Verdade busca seguidores.
           

Frequentemente vejo postagens nas redes sociais, onde as pessoas expressam seus pontos de vista, quer seja escrevendo ou compartilhando postagens de amigos, de pessoas públicas ou ainda de celebridades, e os que comentam, muitas vezes, usam a expressão: “é verdade...” para demonstrar que concordam fielmente com o que foi escrito.
Vivemos dias em que a palavra “Verdade”, tem sido empregada a todo o momento de forma indiscriminada, como se nada representasse.
As pessoas não conseguem simplesmente expressar suas ideias, seus pensamentos, contar ou comentar algum acontecimento no qual se envolveram ou ouviram falar, sem acrescentar ao final do comentário: “É verdade...”, “pode confirmar com Fulano ou com Beltrano, etc...” Alguns vão mais além: “Olha, o que estou dizendo é verdade, se não for, quero ficar cego neste momento...!”
Por que isto tem acontecido? Tem acontecido porque a o coração do homem se transformou em um terreno onde frutos como o egoísmo, a avareza, e a indiferença em relação ao semelhante encontraram solo fértil para se desenvolverem.
Para muitos, não importa o que se faça ou que se diga, o importante é estar numa posição de destaque, não importando se estão ferindo esta ou aquela pessoa. O que realmente importa é ser considerado o melhor, o mais valente, o mais poderoso.
Em nossos dias vale mais o temor (no sentido de provocar terror) do que o amor. Temor no sentido de medo mesmo: “Você sabe com quem esta falando?...”
Este é o mundo em que vivemos, onde os homens pegam em armas e roubam, ferem e matam os seus semelhantes sem se preocuparem com a vida humana. Aliás, até isto já está virando artigo de prateleira: você pode escolher o tipo físico da criança que vai nascer e por aí afora...
Este é o espírito da sociedade atual. Uma sociedade movida à violência, sexo livre, corrupção na maioria dos segmentos públicos e privados, onde a vida humana não vale absolutamente nada, onde a pessoa é identificada apenas por um número e por essa razão a palavra Verdade está tão “avacalhada”. Perdeu-se o verdadeiro sentido do que ela representa.
Isto não tem acontecido somente no mundo em que vivemos, entre incrédulos e ateus, mas também e infelizmente, no seio daqueles que dizem seguir e servir a Deus.
Os escândalos são cada vez mais frequentes. Homens que dizem as maiores aberrações, mentiras deslavadas e tudo em nome de Deus e em nome da Verdade para se beneficiarem financeiramente em detrimento de seus infelizes seguidores que vêm neles, verdadeiros “semideuses”.
Querido amigo, a Verdade representada pelo Único e Verdadeiro Deus apresentado a nós pela Sua Palavra, procura homens e mulheres compromissados com a Verdade que Ele personifica.
Todos nós, ao renascermos fizemos votos de viver uma vida íntegra e compromissada com esta Verdade, mas ao longo do caminho muitos se desviaram e hoje dão pouca ou nenhuma importância a esses votos.
Sem generalizar: aqueles que crêem na reencarnação dizem não se lembrar do que projetaram para essa existência e por isso têm tanta “dificuldade” em assumir um papel diferente na sociedade; os que não crêem nessa possibilidade dizem que a vida é uma só e que devemos aproveitá-la da melhor maneira possível e, portanto, o melhor a fazer é “se dar bem” e que cada um cuide de sua própria vida. Infelizmente o segundo grupo forma a maioria.
Cada um de nós, em um dado momento de nossas vidas teremos que confrontar a Verdade e caberá apenas a nós mesmos a maneira como seremos recebidos no mundo espiritual. Lá não haverá sofismas, desculpas esfarrapadas, nem a possibilidade de alegar ignorância pelo fato de não nos lembrarmos dos compromissos assumidos. Não. Ali esses argumentos não se sustentam nem eximem ninguém das consequências de seus atos.
A morte é inflexível. Alcança a todos e podemos viver nesse mundo da maneira que desejarmos: dissoluta ou compromissadamente, servindo de exemplo e referência da Verdade ou da mentira, mas seja qual for a escolha que fizermos, quando deixarmos este mundo seremos forçados pelas Leis imutáveis e eternas do Criador a colocarmos na balança, nossos atos e palavras, tenham sido elas verdadeiras ou mentirosas e nesse momento responderemos por cada uma delas.

Se temos esse conhecimento e essa compreensão o melhor a fazer em nosso próprio benefício é nos conduzirmos pelas veredas da Verdade e não da mentira que os homens tentam transformar em “verdade”.
Muita paz a todos!

Ben Baruch

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Vale a pena conquistar o mundo?


Vale a pena conquistar o mundo?

Diante das lutas e incertezas que a vida nos apresenta, muitas pessoas, principalmente na época em que vivemos, entendem que se alcançarem uma posição de destaque na sociedade isso lhes dará a tão almejada tranquilidade financeira, espiritual e emocional.
Diariamente tomamos conhecimento de pessoas que ao longo da vida conquistaram muito dinheiro e hoje desfrutam de grande prestígio e poder. Muitas até alcançaram cargos públicos e detêm o poder temporal absoluto sobre o povo – e que vem a ser o caso de tantas ditaduras espalhadas pelo mundo e de cujas atrocidades, diariamente temos noticias. Afinal de contas, pelo fato de serem poderosas, pensam elas, quer as pessoas gostem ou não, todas lhes devem obediência e servidão total e irrestrita.
Essas pessoas têm tudo o que, aos olhos de muitos, alguém poderia sonhar ou precisar para ter uma vida feliz e sem problemas. Esse é o pensamento daqueles que andam freneticamente em busca de poder e riquezas materiais; que fazem desta busca o alvo de suas vidas, como se as conquistas matérias que conseguimos neste mundo pudessem ser levadas conosco quando a morte nos alcançar. São os faraós atuais. Se pudessem, colocariam em seus túmulos todos os seus pertences para utilizá-los quando acordassem no mundo espiritual.
Quantos têm buscado conquistar esse poder temporal e através dele adquirir riquezas, acreditando encontrar nelas a solução para todos os seus problemas?
Não é difícil imaginar seus pensamentos: “Quem sabe, se eu conseguisse juntar uma certa quantia em dinheiro as pessoas não me veriam de maneira diferente?...”
Se isso fosse verdadeiro, os materialistas estariam tranquilos em seus palácios suntuosos e seus espaçosos escritórios, de onde dominam a tudo e a todos, demonstrando o seu imenso poder econômico – que infelizmente em nossos dias, está servindo de parâmetro para muitas pessoas –, mas não estão, porque as dificuldades, os problemas e os sofrimentos veem para todos os habitantes da Terra, pois os critérios Divinos e a necessidade de crescimento espiritual são bem diferentes dos estabelecidos pela sociedade em que vivemos.
Na visão de muitos, a pessoa vale pelos bens materiais que possui e pelo que conquistou financeiramente, ou seja: quanto tem depositado e aplicado em instituições financeiras, quantas propriedades possui, quantos empreendimentos administra e por aí afora.
Na visão de Deus, conforme os Escrituras nos revelam, a pessoa vale pelo relacionamento que tem com o Ele, com o que ela reparte com os demais e pela sua capacidade de amar ao próximo. Quando olhamos para os valores que Deus nos ensinou através de seus profetas, percebemos que são flagrantemente contrários aos ensinos que são apregoados em nosso mundo atual:
Jó 5:17 Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso.
Salmos 1:1  Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Salmos 32:1  Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto.
Salmos 32:2  Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo.
Salmos 34:8  Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia.
Salmos 40:4  Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira.
Salmos 41:1  Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal.
Salmos 65:4  Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios; ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa — o teu santo templo.
Salmos 72:17  Subsista para sempre o seu nome e prospere enquanto resplandecer o sol; nele sejam abençoados todos os homens, e as nações lhe chamem bem-aventurado.
Salmos 84:5  Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,
Salmos 89:15  Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó SENHOR, na luz da tua presença.
Salmos 94:12  Bem-aventurado o homem, SENHOR, a quem tu repreendes, a quem ensinas a tua lei,
Salmos 112:1  Aleluia! Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR e se compraz nos seus mandamentos.
Salmos 128:1  Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos!
Salmos 144:15  Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR!
Salmos 146:5  Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus,
Segundo a orientação Divina, o critério para identificarmos se um homem é ou não um bem-aventurado, não deveria partir da observação daquilo que tem conseguido acumular exteriormente, ou seja, seus bens materiais e sua posição social, mas daquilo que brota de seu interior, do seu coração, da sua alma, porque, ao contrário das coisas materiais e temporais, eles são tesouros eternos.
O tesouro que esse homem consegue juntar é guardado nos céus e não na Terra. São valores espirituais que o ajudarão a conquistar uma vida plena e realizada espiritualmente.
            Ter dinheiro não é “pecado” nem delito, ao contrário: é uma bênção quando conquistado honestamente e quando o usamos com sabedoria, e não objetivamos apenas o nosso próprio beneficio, mas também dos necessitados de toda ordem que a Providência Divina coloca em nosso caminho. Mas quando agimos de forma diferente ele – o dinheiro – acaba se tornando um laço em nossas vidas, fazendo com que busquemos satisfazer somente aquilo que nos agrada, pouco ou nada nos importando se esse comportamento nos afasta ou não dos propósitos espirituais que projetamos ao nascer.
Salomão, assim nos ensina: “Não te fatigues para seres rico; não apliques nisso a tua inteligência. Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus.” (Pv 23.4,5)
Por que isso acontece?
Porque quanto mais essas pessoas adquiriram, mais preocupações acabaram tendo. Quando não tinham tantas propriedades e recursos nada temiam diante das outras pessoas, ao passo que agora, como têm tantas coisas para administrar, muitas vezes não conseguem mais viver em paz. Vivem cercadas de guarda-costas e acabam enclausuradas em suas propriedades.
Antes da fortuna podiam sair com tranquilidade e se alegravam com isso. Hoje não conseguem nem sair de casa, com medo de serem assaltadas ou sequestradas.
Muitas vezes, passam a acreditar que todas as pessoas que se aproximam estão em busca de algum tipo de vantagem. Não acreditam nem admitem, em muitos casos, que as pessoas se aproximam porque simplesmente as amam.
Isso é bênção ou maldição?
Você ainda acredita que é melhor viver assim?
Não estamos afirmando que devemos viver pauperrimamente para nos aproximar de Deus. O que queremos afirmar é que se buscarmos mais as riquezas materiais, em detrimento das espirituais, acabaremos com tantas preocupações que não conseguiremos mais encontrar um tempo para Deus.
Muitos de nós, na busca de alcançar sucesso e prestígio na vida, acabamos nos associando com pessoas completamente diferentes de nós.
Quando conseguimos ver com clareza percebemos o quão errado estávamos e nos perguntamos como é que aceitamos estar associados com aquele tipo de pessoa. Naquele momento não achávamos que estávamos errados, mas que errados estavam todos aqueles que nos aconselhavam do mau caminho em que estávamos andando.
Não devemos nos enganar: quanto mais nos aproximamos desenfreada e desmedidamente das facilidades que o mundo nos oferece e sentimos prazer nelas, mais nos distanciamos das coisas de Deus.
            Nunca devemos ter a pretensão de achar que somos espirituais o suficiente para não cair em armadilhas diante do poder e das riquezas que o mundo nos oferece.
            Se quisermos buscar essas “conquistas”, precisamos nos lembrar das palavras de Davi quando disse: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.” (Sl 46.1)
            Esse desejo de buscar refúgio e descanso na presença de Deus deve ser uma constante na vida de todos nós. Devemos empenhar todos os nossos esforços nesta conquista e isso não se refere às coisas materiais, mas sim, as espirituais.
            Que o Senhor nos dê entendimento e sabedoria para vivermos no presente século e que essa busca desenfreada pelo poder e pelas riquezas materiais não contaminem o nosso coração, fazendo com que nossa estadia nesse mundo seja infrutífera, atrasando assim o nosso progresso espiritual e levando-nos ao arrependimento tardio, quando, deixando esse mundo e abrindo os olhos no mundo espiritual, percebermos que fracassamos e que teremos que recomeçar em uma nova existência o que poderia ter sido realizado na que deixamos.
Pense bem nisto e dê valor ao que realmente vale a pena.


           Muita paz a todos!

Ben Baruch